Interessante a matéria publicada pela jornalista Sônia Melier, no jornal Tribuna da Imprensa da semana passada. Vale uma reflexão.
O remédio sueco
Sonia Melier
O comércio de bebidas alcoólicas será também estatizado? Pelo que entendi, o plano americano para solucionar o caos financeiro é socializar o sistema, estatizá-lo, pelo menos em parte. Um editorial do "New York Times" diz que "injetar dinheiro diretamente nos bancos em troca de uma fatia da propriedade resultaria num impulso mais rápido e poderoso ...seria também melhor negócio para os contribuintes pois daria a eles o direito imediato a lucros gerados pelos bancos". A prática se estende à Europa e até no Brasil já começa a ser cogitada.
Mas ela já aconteceu na Suécia, em 1992, onde estourou uma bolha semelhante, o governo interveio. Muito das presentes iniciativas têm base na chamada "solução sueca". A estatização lá se estendeu até ao comércio de bebidas alcoólicas. O governo sueco, na ocasião, criou o Systembolaget, um monopólio estatal de vinhos e destilados, até recentemente, o maior comprador de bebidas alcoólicas do mundo.
No site da empresa explica-se que o tal controle não visa o lucro através da venda de álcool: sem essa motivação, não há razão de persuadir consumidores a comprar além da conta e nenhuma razão para vender a pessoas de menos de 20 anos. Aparentemente, essa idéia provou-se eficiente na prática.
O consumo de álcool na Suécia estaria entre os mais baixos da Europa (no início do século XIX ficava entre os mais altos). O argumento é o de que capitalismo é muito bom, os incentivos para o lucro são poderosos. E o álcool é legal, também. Mas os problemas acontecem quando as duas coisas se misturam. Daí, a criação de um monopólio estatal nesse setor. Systembolaget (ou "A companhia do sistema") é dona de uma vasta rede de lojas de bebidas espalhadas por toda a Suécia: a única autorizada a vender bebidas alcoólicas contendo mais de 3,5% de álcool.
As bebidas precisam ser compradas individualmente (não entregam em casa); as promoções ("compre uma leve outra grátis...") são proibidas; nenhum produto pode ser favorecido (por exemplo: todas as cervejas têm de ser refrigeradas; ou nenhuma delas); a idade limite para a venda é 20 anos (segundo o site, a principal razão do monopólio é forçar esse limite); é proibida a venda para pessoas embriagadas ou suspeitas de comprar para terceiros (e, implicitamente, para aqueles abaixo da idade limite).
O Systembolaget serve a um mercado de nove milhões de suecos e é um dos maiores compradores de vinho e destilados do mundo, aparentemente só perdendo para a Tesco, a grande rede inglesa de supermercado. O monopólio está organizado em princípio para atender à demanda dos consumidores por vinhos e destilados, mas não para promover vendas e encorajar o consumo excessivo de álcool. Suas lojas são bem organizadas, os funcionários continuamente treinados, havendo eventos regulares de degustação.
(Saiba mais em System bolaget). O economista e crítico de vinhos Mike Veseth (Wine economist) pergunta se os suecos estão certos de que o motivo do lucro é perigoso em alguns mercados. Perigoso como o álcool. Essa, afinal, é a idéia por trás do Systembolaget.
Será que finanças e bebidas alcoólicas são iguais - úteis, mas potencialmente letais? Excelentes quando atendem a necessidades legítimas, mas explosivas quando o objetivo do lucro leva ao abuso? Mike Veseth acha que a crise financeira está levando os EUA (e o mundo) a adotar um Systembolaget para os bancos.
Tomara que a intervenção estatal fique restrita a bancos e afins. As bebidas alcoólicas já possuem leis e controles suficientes na maioria dos países. O próprio Systembolaget parece contraditório. O lucro dessa estatal em 2007 foi de 74 milhões de dólares. O lucro, então, não é uma motivação?
Além disso, o consumo de álcool foi maior na Suécia do que em qualquer outro país ocidental. Num estudo recente envolvendo 15 países da União Européia, o consumo de vinho na Suécia cresceu 9%.
O segundo lugar ficou com a Irlanda (que não tem qualquer tipo de monopólio controlador): mais 3,6%. Veja em: Monopolet
O vinho em caixas (bag-in-box) representa 55% do consumo total no país, o que para alguns é um fator de aumento do consumo de álcool às escondidas, em casa. E, portanto, incentivo ao alcoolismo. Além disso, apenas 50% de todo o álcool consumido na Suécia se origina do Systembolaget. O restante vem de outras fontes, inclusive de destilados (principalmente vodca) ilegalmente feitos em casa, o que certamente pode levar a problemas de saúde e mais uma vez ao alcoolismo.
Acho, sim, que é papel dos governos intervir quando setores da sociedade bagunçam o coreto. Mas levar o estatismo a todas as áreas, como a das bebidas, não funciona, como vimos. Vamos só lembrar de nossas experiências com as autarquias de peixe, açúcar, café etc. Não dá certo. A coisa acaba ficando como aquela fazenda do Orwell (na "Revolução dos Bichos"), onde "todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros".
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Brasileiro vende maior coleção de uísques do mundo
O principal colecionador de uísque escocês do mundo, o brasileiro Claive Vidiz, vendeu sua coleção para o braço escocês da Diageo, líder mundial no setor de bebidas.
A coleção, de 3.384 garrafas, foi formada pelo brasileiro ao longo de 35 anos. Vidiz viajou o mundo em busca das bebidas para criar sua coleção, considerada a maior do mundo.
Os detalhes da venda, inclusive o preço pago pela rara coleção, não foram divulgados. No entanto, especialistas na bebida afirmam que a compilação é "inestimável" e conta com os uísques mais populares até os mais raros.
A coleção será emprestada pela Diageo a uma empresa escocesa de turismo Scotch Whisky Experience, uma atração turística que faz programas especiais sobre a tradição do uísque escocês.
A empresa, que faz parte da tradicional Royal Mile – percurso de uma milha que reúne as principais atrações de Edinburgo -, está construindo uma adega especial para abrigar a coleção.
Raridades
Entre as principais raridades da coleção está uma das 69 garrafas de malte único Strathmill produzidas para celebrar os 100 anos da destilaria Speyside.
As garrafas da edição limitada do uísque, envelhecido 100 anos, foram oferecidas a poucas pessoas selecionadas a dedo, inclusive alguns chefes de Estado.
"É maravilhoso ver a coleção retornar à Escócia. É como a expressão que temos no Brasil – “o bom filho à casa torna” – e acho que a coleção está de volta à sua família agora", disse Vidiz.
Uma das garrafas preferidas do colecionador é um exemplar do Dimple Pinch, uma das primeiras edições especiais de uísque produzidas na Escócia.
A garrafa foi comprada por Vidiz em 1969 por US$1 mil. Na época, era a garrafa de edição especial de uísque escocês mais cara do mercado.
A coleção de Vidiz foi transportada de navio e seu envio levou meses de preparação, já que cada garrafa foi embalada individualmente por especialistas em obras de arte.
"Estamos felizes por ter trabalhado com Claive para trazer essa coleção maravilhosa de volta para a Escócia e por estarmos ajudando a preservar seu legado e importância histórica", disse Bryan Donaghey, diretor da Diageo Scotland.
O diretor da VisitScotland, a empresa oficial de turismo do país, Philip Riddle, afirmou que "o retorno de uma coleção tão importante e significativa para a Escócia é uma notícia fantástica".
A coleção, de 3.384 garrafas, foi formada pelo brasileiro ao longo de 35 anos. Vidiz viajou o mundo em busca das bebidas para criar sua coleção, considerada a maior do mundo.
Os detalhes da venda, inclusive o preço pago pela rara coleção, não foram divulgados. No entanto, especialistas na bebida afirmam que a compilação é "inestimável" e conta com os uísques mais populares até os mais raros.
A coleção será emprestada pela Diageo a uma empresa escocesa de turismo Scotch Whisky Experience, uma atração turística que faz programas especiais sobre a tradição do uísque escocês.
A empresa, que faz parte da tradicional Royal Mile – percurso de uma milha que reúne as principais atrações de Edinburgo -, está construindo uma adega especial para abrigar a coleção.
Raridades
Entre as principais raridades da coleção está uma das 69 garrafas de malte único Strathmill produzidas para celebrar os 100 anos da destilaria Speyside.
As garrafas da edição limitada do uísque, envelhecido 100 anos, foram oferecidas a poucas pessoas selecionadas a dedo, inclusive alguns chefes de Estado.
"É maravilhoso ver a coleção retornar à Escócia. É como a expressão que temos no Brasil – “o bom filho à casa torna” – e acho que a coleção está de volta à sua família agora", disse Vidiz.
Uma das garrafas preferidas do colecionador é um exemplar do Dimple Pinch, uma das primeiras edições especiais de uísque produzidas na Escócia.
A garrafa foi comprada por Vidiz em 1969 por US$1 mil. Na época, era a garrafa de edição especial de uísque escocês mais cara do mercado.
A coleção de Vidiz foi transportada de navio e seu envio levou meses de preparação, já que cada garrafa foi embalada individualmente por especialistas em obras de arte.
"Estamos felizes por ter trabalhado com Claive para trazer essa coleção maravilhosa de volta para a Escócia e por estarmos ajudando a preservar seu legado e importância histórica", disse Bryan Donaghey, diretor da Diageo Scotland.
O diretor da VisitScotland, a empresa oficial de turismo do país, Philip Riddle, afirmou que "o retorno de uma coleção tão importante e significativa para a Escócia é uma notícia fantástica".
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Cientistas querem criar nariz artificial
Cientistas americanos afirmaram que estão mais próximos de desenvolverem um sensor que imita o funcionamento do nariz humano.
Os pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) afirmam ter superado um dos maiores problemas, a produção em massa de proteínas chamadas "receptores olfativos". Em média, os humanos têm 100 milhões destas proteínas.
Muitos pesquisadores no mundo todo estão trabalhando no desenvolvimento de "narizes eletrônicos", que detectam as mesmas moléculas que formam os cheiros reconhecidos pelo olfato das pessoas.
Mas, enquanto muitas destas experiências são baseadas em sensores construídos com materiais artificiais, a pesquisa do MIT trabalha com um sensor baseado na biologia do nariz humano.
"A principal barreira para o estudo do olfato é que não tínhamos conseguido fabricar receptores em número suficiente e homogeneizar estes receptores", afirmou Brian Cook, do MIT.
Primitivo
O trabalho dos cientistas americanos também poderá levar ao melhor entendimento de como o olfato pode reconhecer uma série aparentemente infinita de odores.
"O olfato é talvez um dos mais antigos e primitivos dos sentidos, mas ninguém realmente entende como funciona. Ainda é um enigma", disse Shuguang Zhang, diretor associado do Centro para Engenharia Biomédica do MIT e um dos autores da pesquisa que foi publicada na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences.
O nariz humano tem cerca de 300 tipos diferentes de receptores olfativos na membrana que cerca as células que revestem as passagens nasais. Cada receptor se liga a um tipo diferentes de molécula.
As tentativas anteriores de fabricar receptores artificiais fracassaram, pois a estrutura é destruída quando estes receptores são retirados do ambiente específico.
A equipe do MIT, liderada por Liselotte Kaiser, conseguiu desenvolver uma solução que protege os receptores durante o processo de produção.
Os testes com estes receptores mostraram que as proteínas fabricadas e mantidas na solução ainda conseguiam se ligar a moléculas que precisavam detectar.
Ajuda no diagnóstico
Os pesquisadores afirmam que, se estes receptores forem usados em dispositivos, como um nariz artificial, eles poderiam ser usados para ajudar no diagnóstico precoce de doenças como diabetes, ou câncer na bexiga, de pulmão ou de pele, que secretam moléculas específicas.
O professor Krishna Persaud, que pesquisa um "biosensor" na Universidade de Manchester, Grã-Bretanha, elogiou a pesquisa do MIT, mas lembrou que ainda existem obstáculos antes da criação de um sensor baseado no nariz humano.
Para o cientista, as proteínas fabricadas precisam ser colocadas de uma forma que possam funcionar do mesmo jeito que funcionam na membrana da célula.
E, mais importante, o método de coletar a informação destas proteínas, transmissão e processamento desta informação, teria que ser desenvolvido.
(Fonte: BBC)
Os pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) afirmam ter superado um dos maiores problemas, a produção em massa de proteínas chamadas "receptores olfativos". Em média, os humanos têm 100 milhões destas proteínas.
Muitos pesquisadores no mundo todo estão trabalhando no desenvolvimento de "narizes eletrônicos", que detectam as mesmas moléculas que formam os cheiros reconhecidos pelo olfato das pessoas.
Mas, enquanto muitas destas experiências são baseadas em sensores construídos com materiais artificiais, a pesquisa do MIT trabalha com um sensor baseado na biologia do nariz humano.
"A principal barreira para o estudo do olfato é que não tínhamos conseguido fabricar receptores em número suficiente e homogeneizar estes receptores", afirmou Brian Cook, do MIT.
Primitivo
O trabalho dos cientistas americanos também poderá levar ao melhor entendimento de como o olfato pode reconhecer uma série aparentemente infinita de odores.
"O olfato é talvez um dos mais antigos e primitivos dos sentidos, mas ninguém realmente entende como funciona. Ainda é um enigma", disse Shuguang Zhang, diretor associado do Centro para Engenharia Biomédica do MIT e um dos autores da pesquisa que foi publicada na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences.
O nariz humano tem cerca de 300 tipos diferentes de receptores olfativos na membrana que cerca as células que revestem as passagens nasais. Cada receptor se liga a um tipo diferentes de molécula.
As tentativas anteriores de fabricar receptores artificiais fracassaram, pois a estrutura é destruída quando estes receptores são retirados do ambiente específico.
A equipe do MIT, liderada por Liselotte Kaiser, conseguiu desenvolver uma solução que protege os receptores durante o processo de produção.
Os testes com estes receptores mostraram que as proteínas fabricadas e mantidas na solução ainda conseguiam se ligar a moléculas que precisavam detectar.
Ajuda no diagnóstico
Os pesquisadores afirmam que, se estes receptores forem usados em dispositivos, como um nariz artificial, eles poderiam ser usados para ajudar no diagnóstico precoce de doenças como diabetes, ou câncer na bexiga, de pulmão ou de pele, que secretam moléculas específicas.
O professor Krishna Persaud, que pesquisa um "biosensor" na Universidade de Manchester, Grã-Bretanha, elogiou a pesquisa do MIT, mas lembrou que ainda existem obstáculos antes da criação de um sensor baseado no nariz humano.
Para o cientista, as proteínas fabricadas precisam ser colocadas de uma forma que possam funcionar do mesmo jeito que funcionam na membrana da célula.
E, mais importante, o método de coletar a informação destas proteínas, transmissão e processamento desta informação, teria que ser desenvolvido.
(Fonte: BBC)
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Pub proíbe entrada de égua que era cliente assídua
Deu no jornal
Um pub na região inglesa de Tyneside, no norte do país, proibiu a entrada de uma égua que era freqüentadora assídua do bar.
A égua Peggy, de 12 anos, costumava freqüentar o pub do hotel Alexandra, na cidade de Jarrow, com seu dono, Peter Dolan, e tomava uma cerveja acompanhada de um pacote de batatas fritas.
No entanto, desde que o local passou por uma reforma em que foram colocados novos carpetes, a dona do estabelecimento proibiu a entrada do animal no pub.
Atualmente, Peggy acompanha o seu dono até a porta do bar, mas permanece do lado de fora.
"Apesar de ela ser provavelmente mais limpa do que alguns dos meus clientes, tive que bater o pé e mostrar a saída para ela", disse a dona do bar, Jackie Gray.
Dolan, um aposentado de 62 anos, disse que os clientes sentem a falta do animal.
"As pessoas entram no pub e a primeira coisa que fazem é perguntar: 'Onde está a Peggy?'", afirma.
"Respondo que ela abandonou o hábito e decidiu parar de beber", brinca Dolan.
Um pub na região inglesa de Tyneside, no norte do país, proibiu a entrada de uma égua que era freqüentadora assídua do bar.
A égua Peggy, de 12 anos, costumava freqüentar o pub do hotel Alexandra, na cidade de Jarrow, com seu dono, Peter Dolan, e tomava uma cerveja acompanhada de um pacote de batatas fritas.
No entanto, desde que o local passou por uma reforma em que foram colocados novos carpetes, a dona do estabelecimento proibiu a entrada do animal no pub.
Atualmente, Peggy acompanha o seu dono até a porta do bar, mas permanece do lado de fora.
"Apesar de ela ser provavelmente mais limpa do que alguns dos meus clientes, tive que bater o pé e mostrar a saída para ela", disse a dona do bar, Jackie Gray.
Dolan, um aposentado de 62 anos, disse que os clientes sentem a falta do animal.
"As pessoas entram no pub e a primeira coisa que fazem é perguntar: 'Onde está a Peggy?'", afirma.
"Respondo que ela abandonou o hábito e decidiu parar de beber", brinca Dolan.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Videogame em lugar do bafômetro
A polícia italiana está usando um videogame para verificar se motoristas estão drogados e alcoolizados.
O aparelho está sendo testado em algumas cidades italianas e chega para substituir o velho bafômetro usado em blitze normais no país.
O videogame DeeDee, desenvolvido por cientistas italianos, é composto de um joystick e de uma tela de computador.
As imagens criadas por um programa especial simulam situações de trânsito. A alavanca única reúne os controles de aceleração e frenagem de um carro virtual pilotado pelo motorista.
O DeeDee é o resultado de 15 anos de pesquisa neurológica e cibernética da equipe do engenheiro Alberto Rovetta, professor do laboratório de robótica do departamento de engenharia mecânica do Politécnico de Milão.
O método é bem mais prático e barato do que os bafômetros - além de ser menos agressivo psicologicamente - e poderá, após ser comercializado, ser disponibilizado em bares, restaurantes e para uso privado.
85% de acerto
A operação completa para identificar um motorista alcoolizado ou drogado dura cerca de um minuto. Um carro vermelho, uma rua cinza, um muro e um sinal de trânsito aparecem na tela.
O motorista, em pé no acostamento da estrada ou na calçada, deve seguir as instruções do semáforo virtual, movimentar o carro e pará-lo antes de bater na parede. Parece fácil, mas para quem bebeu além da conta ou se drogou a manobra elementar se torna quase uma missão impossível.
"O aparelho é capaz de medir a reação nervosa da pessoa. O nível desta reação recomenda ou não um exame clínico para constatar as causas. O índice de acerto é em torno de 85% se comparado com o método tradicional, mas queremos chegar aos 90%. Mais do que isso, eu acho que é difícil, pois é impossível adivinhar a natureza humana", diz o professor Alberto Rovetta à BBC Brasil.
O tempo de reação, a velocidade dos dedos, a destreza dos movimentos e o tremor das pontas dos dedos são analisados por quatro nano-sensores localizados dentro do joystick.
Eles foram criados para decifrar o mecanismo de resposta do cérebro ao impulso do videogame e levam 5 milésimos de segundo para capturar os dados. O programa do computador recebe as informações neurológicas, faz os cálculos e apresenta o diagnóstico.
O resultado do teste de direção aparece na hora. O sinal verde indica a ausência de álcool ou drogas no organismo. A cor amarela revela a ingestão de drogas e de álcool. Já a luz vermelha acusa uma quantidade de álcool no sangue superior ao máximo previsto pela lei.
O professor Alberto Rovetta conta que em alguns testes foram detectados distúrbios psíquicos profundos.
"Era um motorista que não tinha bebido e nem estava drogado, mas tinha problemas mentais. Ele sofria de esquizofrenia", contou o pesquisador.
O projeto nasceu em 1993, sob a batuta do prêmio Nobel de Medicina, John Carew Eccles (1903-1997), especialista no estudo da fisiologia dos neurônios. Em 2000, a pesquisa ganhou financiamento da União Européia. O primeiro protótipo nasceria seis anos depois, mas o programa de computador, capaz de produzir informações mais precisas, ficou pronto apenas agora.
O Politécnico de Milão tem um acordo com polícia italiana para implantar o projeto. O videogame tem surpreendido os motoristas que deixam as discotecas de cidades como Milão, Turim, Aosta e Novara. As cidades Alessandria. Cagliari, Arezzo, Foggia e Verona estão na fila.
Nesta fase inicial de testes, ele está sendo certificado e comparado ao método tradicional.
Álcool no trânsito
Os acidentes de trânsito causados por motoristas bêbados causam grande preocupação na Itália.
Em uma amostragem com 126 mil motoristas nos primeiros seis meses deste ano, 12.756 testaram positivo para álcool.
No mesmo período, foram registrados 764 mortes, dos quais 296 tinham menos de 30 anos de idade. No ano passado, 40 mil carteiras de motorista foram suspensas.
A partir da semana passada todos os bares e restaurantes que vendem bebidas alcoólicas deverão exibir na porta uma tabela que explica a relação entre um copo de vinho ou de cerveja e a taxa de álcool no sangue.
A planilha leva em consideração as variáveis como o peso da pessoa, o sexo e a quantidade de comida ingerida.
Pela lei italiana, uma pessoa pode dirigir com até 0,50 gramas de etanol por litro de sangue. Este limite é superado por um homem de setenta quilos que toma uma cerveja sem ter se alimentado antes.
O aparelho está sendo testado em algumas cidades italianas e chega para substituir o velho bafômetro usado em blitze normais no país.
O videogame DeeDee, desenvolvido por cientistas italianos, é composto de um joystick e de uma tela de computador.
As imagens criadas por um programa especial simulam situações de trânsito. A alavanca única reúne os controles de aceleração e frenagem de um carro virtual pilotado pelo motorista.
O DeeDee é o resultado de 15 anos de pesquisa neurológica e cibernética da equipe do engenheiro Alberto Rovetta, professor do laboratório de robótica do departamento de engenharia mecânica do Politécnico de Milão.
O método é bem mais prático e barato do que os bafômetros - além de ser menos agressivo psicologicamente - e poderá, após ser comercializado, ser disponibilizado em bares, restaurantes e para uso privado.
85% de acerto
A operação completa para identificar um motorista alcoolizado ou drogado dura cerca de um minuto. Um carro vermelho, uma rua cinza, um muro e um sinal de trânsito aparecem na tela.
O motorista, em pé no acostamento da estrada ou na calçada, deve seguir as instruções do semáforo virtual, movimentar o carro e pará-lo antes de bater na parede. Parece fácil, mas para quem bebeu além da conta ou se drogou a manobra elementar se torna quase uma missão impossível.
"O aparelho é capaz de medir a reação nervosa da pessoa. O nível desta reação recomenda ou não um exame clínico para constatar as causas. O índice de acerto é em torno de 85% se comparado com o método tradicional, mas queremos chegar aos 90%. Mais do que isso, eu acho que é difícil, pois é impossível adivinhar a natureza humana", diz o professor Alberto Rovetta à BBC Brasil.
O tempo de reação, a velocidade dos dedos, a destreza dos movimentos e o tremor das pontas dos dedos são analisados por quatro nano-sensores localizados dentro do joystick.
Eles foram criados para decifrar o mecanismo de resposta do cérebro ao impulso do videogame e levam 5 milésimos de segundo para capturar os dados. O programa do computador recebe as informações neurológicas, faz os cálculos e apresenta o diagnóstico.
O resultado do teste de direção aparece na hora. O sinal verde indica a ausência de álcool ou drogas no organismo. A cor amarela revela a ingestão de drogas e de álcool. Já a luz vermelha acusa uma quantidade de álcool no sangue superior ao máximo previsto pela lei.
O professor Alberto Rovetta conta que em alguns testes foram detectados distúrbios psíquicos profundos.
"Era um motorista que não tinha bebido e nem estava drogado, mas tinha problemas mentais. Ele sofria de esquizofrenia", contou o pesquisador.
O projeto nasceu em 1993, sob a batuta do prêmio Nobel de Medicina, John Carew Eccles (1903-1997), especialista no estudo da fisiologia dos neurônios. Em 2000, a pesquisa ganhou financiamento da União Européia. O primeiro protótipo nasceria seis anos depois, mas o programa de computador, capaz de produzir informações mais precisas, ficou pronto apenas agora.
O Politécnico de Milão tem um acordo com polícia italiana para implantar o projeto. O videogame tem surpreendido os motoristas que deixam as discotecas de cidades como Milão, Turim, Aosta e Novara. As cidades Alessandria. Cagliari, Arezzo, Foggia e Verona estão na fila.
Nesta fase inicial de testes, ele está sendo certificado e comparado ao método tradicional.
Álcool no trânsito
Os acidentes de trânsito causados por motoristas bêbados causam grande preocupação na Itália.
Em uma amostragem com 126 mil motoristas nos primeiros seis meses deste ano, 12.756 testaram positivo para álcool.
No mesmo período, foram registrados 764 mortes, dos quais 296 tinham menos de 30 anos de idade. No ano passado, 40 mil carteiras de motorista foram suspensas.
A partir da semana passada todos os bares e restaurantes que vendem bebidas alcoólicas deverão exibir na porta uma tabela que explica a relação entre um copo de vinho ou de cerveja e a taxa de álcool no sangue.
A planilha leva em consideração as variáveis como o peso da pessoa, o sexo e a quantidade de comida ingerida.
Pela lei italiana, uma pessoa pode dirigir com até 0,50 gramas de etanol por litro de sangue. Este limite é superado por um homem de setenta quilos que toma uma cerveja sem ter se alimentado antes.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Simpósio sobre Indicações Geográficas
Um importante Simpósio Internacional sobre Indicações Geográficas acontece nos dias 8 e 9 de outubro, no auditório da FIERGS, em Porto Alegre (RS). Entre os temas a serem apresentados estão: "O desenvolvimento das Indicações Geográficas nos Mercados e Instituições"; "Proteção às Indicações Geográficas"; "Indicações Geográficas como Instrumento de Competitividade Estratégica" e "Inserção das Indicações Geográficas no Comércio Internacional". O Simpósio é promovido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Rua da Cachaça
Um leitor me corrige. A "Rua da Cachaça", de São João del Rei, dos tempos do Império, ainda continua lá. Recebeu uma placa da Secretaria Municipal de Turismo e convive agora com o nome dado pela Câmara de Vereadores:Rua Marechal Bittencourt.
Segunda Dose
O esperado setembro de 2008 chegou e está aberta a temporada para identificação das “50 cachaças mineiras do coração dos consumidores”.
Conforme estabelecido em setembro de 2007, quando da primeira enquête do Clube Mineiro da Cachaça, a partir de agora você já pode escolher.
Cerca de 4.700 apreciadores de cachaça em todo o Brasil estão sendo consultados diretamente por e-mail. Mas o leitor do BLOG também pode votar.
Atenção: vale apenas 01 (uma) resposta. Vote com a visão, o paladar e o olfato, sem esquecer o coração.
Qual é para você a melhor cachaça de Minas?
Registre seu voto através do e-mail: cmc@clubemineirodacachaca.com.br
O resultado será anunciado no final de outubro de 2008.
Conforme estabelecido em setembro de 2007, quando da primeira enquête do Clube Mineiro da Cachaça, a partir de agora você já pode escolher.
Cerca de 4.700 apreciadores de cachaça em todo o Brasil estão sendo consultados diretamente por e-mail. Mas o leitor do BLOG também pode votar.
Atenção: vale apenas 01 (uma) resposta. Vote com a visão, o paladar e o olfato, sem esquecer o coração.
Qual é para você a melhor cachaça de Minas?
Registre seu voto através do e-mail: cmc@clubemineirodacachaca.com.br
O resultado será anunciado no final de outubro de 2008.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Embrapa cria agência de cana-de-açúcar
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa - lança, durante a IV Exposição de Tecnologia Agropecuária, a Agência de Informação Embrapa Cana-de-açúcar (www.agencia.cnptia.embrapa.br). O evento ocorre de 20 a 28 de setembro, na sede da Embrapa, em Brasília, e busca mostrar à sociedade, de forma dinâmica, o que a Embrapa e instituições de pesquisa têm feito para tornar mais saudável a vida no campo e na cidade.
A Agência de Informação da Cana-de-açúcar apresenta as principais informações da cadeia produtiva da cana, como aspectos socioeconômicos e ambientais, planejamento, manejo, colheita, processamento e gestão industrial.
Organizada na forma de árvore do conhecimento,reúne na internet um amplo conjunto de informações relevantes, atualizadas e em linguagem adequada.
Estão disponíveis orientações sobre os processos de pré-produção, que incluem: insumos, cultivares, solo, clima, mercado, impactos ambientais; produção: semeadura, manejo, plantio, irrigação, colheita; e pós-produção, como processamento, transporte, consumo, comercialização etc. Existem mais de 150 documentos eletrônicos associados ao tema, gerados por instituições de pesquisa.
O conteúdo da agência busca atender, especialmente, os produtores rurais, profissionais de assistência técnica e extensionistas.
A Agência de Informação da Cana-de-açúcar apresenta as principais informações da cadeia produtiva da cana, como aspectos socioeconômicos e ambientais, planejamento, manejo, colheita, processamento e gestão industrial.
Organizada na forma de árvore do conhecimento,reúne na internet um amplo conjunto de informações relevantes, atualizadas e em linguagem adequada.
Estão disponíveis orientações sobre os processos de pré-produção, que incluem: insumos, cultivares, solo, clima, mercado, impactos ambientais; produção: semeadura, manejo, plantio, irrigação, colheita; e pós-produção, como processamento, transporte, consumo, comercialização etc. Existem mais de 150 documentos eletrônicos associados ao tema, gerados por instituições de pesquisa.
O conteúdo da agência busca atender, especialmente, os produtores rurais, profissionais de assistência técnica e extensionistas.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Armadilha do marketing
Bar na Austrália é proibido de trocar calcinha por bebidas
A BBC de Londres dá conta de uma promoção em um hotel na Austrália, que ofereceria bebidas grátis para mulheres que mostrassem a roupa de baixo, e que foi proibida pelas autoridades que regulam o consumo de bebida alcoólica na região de Melbourne.
O The Saint Hotel, em Melbourne, divulgou que mulheres que pendurassem suas calcinhas acima do bar do hotel receberiam 50 dólares australianos (cerca de R$ 73) em vales que poderiam ser trocados por bebidas.
As mulheres que mostrassem a roupa de baixo para funcionários do bar do hotel também ganhariam bebidas de graça.
Sue Maclellan, diretora da autoridade que regula o licenciamento para venda de bebidas alcoólicas no Estado de Victoria, ordenou que a promoção, que seria realizada no próximo fim de semana, seja cancelada, segundo o jornal Herald Sun.
A promoção foi acusada de ser ofensiva, irresponsável e machista.
Britney Spears
A propaganda da promoção mostrava uma foto da cantora americana Britney Spears parcialmente exposta ao sair de um carro.
Carolyn Worth, porta-voz do Centro Contra Ataques Sexuais de Melbourne, disse ao Herald Sun que o hotel "está realmente ultrapassando os limites".
"Um vale-bebida de 50 dólares australianos significa muita bebida", afirmou. "São cinco coquetéis."
A prefeita da cidade, Janet Cribbes, por sua vez, afirmou que a promoção para o evento do bar "beira a pornografia".
Os gerentes do hotel não estavam disponíveis para comentar a polêmica causada pela promoção e por sua proibição.
O bar do The Saint Hotel já causou polêmica em junho ao contratar um anão para despejar bebidas grátis na garganta dos clientes.
Uma coisa é certa: o bar do The Saint Hotel conseguiu ser internacionalmente conhecido.
A BBC de Londres dá conta de uma promoção em um hotel na Austrália, que ofereceria bebidas grátis para mulheres que mostrassem a roupa de baixo, e que foi proibida pelas autoridades que regulam o consumo de bebida alcoólica na região de Melbourne.
O The Saint Hotel, em Melbourne, divulgou que mulheres que pendurassem suas calcinhas acima do bar do hotel receberiam 50 dólares australianos (cerca de R$ 73) em vales que poderiam ser trocados por bebidas.
As mulheres que mostrassem a roupa de baixo para funcionários do bar do hotel também ganhariam bebidas de graça.
Sue Maclellan, diretora da autoridade que regula o licenciamento para venda de bebidas alcoólicas no Estado de Victoria, ordenou que a promoção, que seria realizada no próximo fim de semana, seja cancelada, segundo o jornal Herald Sun.
A promoção foi acusada de ser ofensiva, irresponsável e machista.
Britney Spears
A propaganda da promoção mostrava uma foto da cantora americana Britney Spears parcialmente exposta ao sair de um carro.
Carolyn Worth, porta-voz do Centro Contra Ataques Sexuais de Melbourne, disse ao Herald Sun que o hotel "está realmente ultrapassando os limites".
"Um vale-bebida de 50 dólares australianos significa muita bebida", afirmou. "São cinco coquetéis."
A prefeita da cidade, Janet Cribbes, por sua vez, afirmou que a promoção para o evento do bar "beira a pornografia".
Os gerentes do hotel não estavam disponíveis para comentar a polêmica causada pela promoção e por sua proibição.
O bar do The Saint Hotel já causou polêmica em junho ao contratar um anão para despejar bebidas grátis na garganta dos clientes.
Uma coisa é certa: o bar do The Saint Hotel conseguiu ser internacionalmente conhecido.
Nove tipos de bêbados
Abuso de álcool é problema de saúde pública na Grã-Bretanha
O governo britânico está lançando uma nova campanha contra o alcoolismo dirigida a nove 'tipos' mais comuns de usuários que abusam do álcool.
A campanha será feita a partir de uma pesquisa do Departamento de Saúde da Inglaterra, que indicou as nove categorias mais comuns de bebedores. Elas incluem os que o fazem para aliviar estresse e pessoas deprimidas que bebem por tédio ou para se relacionar.
Para o governo, identificar as razões que levam usuários a abusar do álcool será "muito útil" para combater o alcoolismo.
O estudo se debruçou sobre homens que bebem mais de 50 unidades semanais de álcool e mulheres que bebem pelo menos 35 unidades semanais – duas vezes acima do limite recomendado.
Uma unidade de álcool equivale a um copo de cerveja ou vinho ou, alternativamente, meia dose de bebida destilada.
Veja abaixo os nove tipos de bebedores identificados pela campanha.
Tipo: O deprimido
Característica: Está com a vida em um estado de crise - atravessando um período de dificuldade financeira, luto ou divórcio recente, por exemplo.
Motivações: Vê o álcool como uma forma de se reconfortar ou como uma automedicação para ajudar a lidar com as turbulências.
Tipo: O estressado
Característica: Leva uma vida sob pressão no trabalho, o que normalmente leva ao sentimento de não ter as coisas sob controle ou de estar sobrecarregado de responsabilidades.
Motivações: O álcool é uma forma de relaxar e de retomar a sensação de controle, ao traçar uma linha entre vida pessoal e profissional. Os parceiros normalmente reforçam este comportamento, ao preparar drinques para os bebedores.
Tipo: O 'social'
Característica: Têm uma agenda social carregada.
Motivações: O álcool é um meio de ligação que unifica a todos e os coloca em uma mesma sintonia.
Tipo: O conformista
Característica: Tipicamente, rapazes tradicionalistas que crêem que 'homens vão ao bar todas as noites'.
Motivações: O álcool faz parte do que definem como 'meu momento'. O bar é sua segunda casa, e eles se sentem aceitos e em casa neste ambiente.
Tipo: O bebedor comunitário
Característica: Bebe em grandes grupos sociais.
Motivações: Levado ao álcool pelo senso de comunidade criado pelo ambiente do bar. A bebida dá segurança e significado à vida, e age como meio social.
Tipo: O entediado
Característica: Tipicamente, mães solteiras ou mulheres recém-divorciadas, com vida social restrita.
Motivações: A bebida é uma companhia que substitui o casal. Beber marca o final do dia, talvez encerrando um jornada de obrigações.
Tipo: O machão
Característica: Normalmente se sente subvalorizado, sem voz e frustrado em áreas importantes da vida.
Motivações: Seu lado bebedor é um alter-ego que gira em torno da sua capacidade de beber. A bebida é motivada pela necessidade constante de reafirmar sua masculinidade e seu status em relação a outras pessoas.
Tipo: O hedonista
Característica: Solteiros, divorciados ou com filhos crescidos.
Motivações: Beber em excesso é uma forma de expressar sua independência, liberdade e juventude para si mesmo. O álcool é usado para diminuir inibições.
Tipo: O quase dependente
Característica: Homens que moram 'de fato' no bar – que, para eles, é quase o mesmo que a casa.
Motivações: Uma combinação de motivos, incluindo tédio, necessidade de se conformar e um senso de mal-estar existencial em suas vidas.
O governo britânico está lançando uma nova campanha contra o alcoolismo dirigida a nove 'tipos' mais comuns de usuários que abusam do álcool.
A campanha será feita a partir de uma pesquisa do Departamento de Saúde da Inglaterra, que indicou as nove categorias mais comuns de bebedores. Elas incluem os que o fazem para aliviar estresse e pessoas deprimidas que bebem por tédio ou para se relacionar.
Para o governo, identificar as razões que levam usuários a abusar do álcool será "muito útil" para combater o alcoolismo.
O estudo se debruçou sobre homens que bebem mais de 50 unidades semanais de álcool e mulheres que bebem pelo menos 35 unidades semanais – duas vezes acima do limite recomendado.
Uma unidade de álcool equivale a um copo de cerveja ou vinho ou, alternativamente, meia dose de bebida destilada.
Veja abaixo os nove tipos de bebedores identificados pela campanha.
Tipo: O deprimido
Característica: Está com a vida em um estado de crise - atravessando um período de dificuldade financeira, luto ou divórcio recente, por exemplo.
Motivações: Vê o álcool como uma forma de se reconfortar ou como uma automedicação para ajudar a lidar com as turbulências.
Tipo: O estressado
Característica: Leva uma vida sob pressão no trabalho, o que normalmente leva ao sentimento de não ter as coisas sob controle ou de estar sobrecarregado de responsabilidades.
Motivações: O álcool é uma forma de relaxar e de retomar a sensação de controle, ao traçar uma linha entre vida pessoal e profissional. Os parceiros normalmente reforçam este comportamento, ao preparar drinques para os bebedores.
Tipo: O 'social'
Característica: Têm uma agenda social carregada.
Motivações: O álcool é um meio de ligação que unifica a todos e os coloca em uma mesma sintonia.
Tipo: O conformista
Característica: Tipicamente, rapazes tradicionalistas que crêem que 'homens vão ao bar todas as noites'.
Motivações: O álcool faz parte do que definem como 'meu momento'. O bar é sua segunda casa, e eles se sentem aceitos e em casa neste ambiente.
Tipo: O bebedor comunitário
Característica: Bebe em grandes grupos sociais.
Motivações: Levado ao álcool pelo senso de comunidade criado pelo ambiente do bar. A bebida dá segurança e significado à vida, e age como meio social.
Tipo: O entediado
Característica: Tipicamente, mães solteiras ou mulheres recém-divorciadas, com vida social restrita.
Motivações: A bebida é uma companhia que substitui o casal. Beber marca o final do dia, talvez encerrando um jornada de obrigações.
Tipo: O machão
Característica: Normalmente se sente subvalorizado, sem voz e frustrado em áreas importantes da vida.
Motivações: Seu lado bebedor é um alter-ego que gira em torno da sua capacidade de beber. A bebida é motivada pela necessidade constante de reafirmar sua masculinidade e seu status em relação a outras pessoas.
Tipo: O hedonista
Característica: Solteiros, divorciados ou com filhos crescidos.
Motivações: Beber em excesso é uma forma de expressar sua independência, liberdade e juventude para si mesmo. O álcool é usado para diminuir inibições.
Tipo: O quase dependente
Característica: Homens que moram 'de fato' no bar – que, para eles, é quase o mesmo que a casa.
Motivações: Uma combinação de motivos, incluindo tédio, necessidade de se conformar e um senso de mal-estar existencial em suas vidas.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Pernambuco também quer cachaça como patrimônio
A Assembléia Legislativa de Pernambuco debate a aprovação do Projeto de Lei nº 575/08 que propõe que a cachaça seja considerada Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado. O projeto de Lei é de autoria do deputado Clodoaldo Magalhães (PTB).
De acordo com o presidente da Comissão de Administração da AL de Pernambuco, deputado Maviael Cavalcanti (DEM), a proposição é muito importante. "Tudo que diz respeito à cultura chama a atenção dos turistas e, assim, fortalece Pernambuco culturalmente e economicamente", diz.
Embora os primeiros registros da cachaça estejam em São Paulo, por volta do ano 1535, é sabido que a cachaça foi produzida inicialmente no nordeste, particularmente nos estados da Bahia e Pernambuco. Minas Gerais, que detém hoje cerca de 50% da produção da cachaça de alambique produzida no País e foi o estado responsável, a partir dos anos 1980, pela valorização da cachaça como bebida nacional, já tem Lei que assegura a bebida como Patrimônio Cultural.
De acordo com o presidente da Comissão de Administração da AL de Pernambuco, deputado Maviael Cavalcanti (DEM), a proposição é muito importante. "Tudo que diz respeito à cultura chama a atenção dos turistas e, assim, fortalece Pernambuco culturalmente e economicamente", diz.
Embora os primeiros registros da cachaça estejam em São Paulo, por volta do ano 1535, é sabido que a cachaça foi produzida inicialmente no nordeste, particularmente nos estados da Bahia e Pernambuco. Minas Gerais, que detém hoje cerca de 50% da produção da cachaça de alambique produzida no País e foi o estado responsável, a partir dos anos 1980, pela valorização da cachaça como bebida nacional, já tem Lei que assegura a bebida como Patrimônio Cultural.
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