No próximo dia 03 de agosto, quarta-feira, mais uma edição especial do Clube Gourmet. No Clube Mineiro da Cachaça você acompanha o resgate da tradicional culinária mineira e convive com convidados especiais que preparam sua receita, interagem com os amigos, trocam informações, experiências e dicas ligadas à arte da boa cozinha, sempre em um ambiente charmoso e acolhedor.
Julio Cruz
Julio Cruz é natural de Belo Horizonte com raízes fincadas na cidade do Serro em Minas Gerais, cidade de origem de sua família. Teve sua inicialização no mundo da culinária através do pai de um grande amigo de origem síria, Sami Ramiz Elian, recentemente falecido. Desde então passou por vários cursos e especializações, tendo tido oportunidade de trabalhar com alguns chefs mineiros. Atualmente tem trabalhado preferencialmente com carnes e paellas, mas sempre pesquisando e desenvolvendo novas receitas e sabores.
Sérgio Bandeira
Nascido em Almenara, Minas Gerais, cidade incrustrada no Vale do Jequitinhonha, atua em Belo Horizonte como analista de sistemas. Como todo bom almenarense, se acostumou com os temperos e sabores do Vale. Seu gosto pela culinária surgiu na juventude, mas foi há poucos anos que se tornou mais atuante sob a tutela do chef Julio Cruz.
Paella Caipira
Prato onde se utiliza uma paella (panela espanhola do mesmo nome das famosas paellas criadas no século XV na região da Valencia, no norte da Espanha). Nela se utiliza ingredientes nobres como carnes de cordeiro, coelho, frango, porco, além de bacon, paio, calabresa, arroz e legumes tradicionais flambados na cachaça. Como tempero desse prato é utilizada uma mistura exótica de ervas selecionadas com açafrão. A finalização é feita com uma cobertura de queijo do Serro e ervas.
Clube Mineiro da Cachaça
Rua Mármore, 373. Santa Tereza. BH. MG.
Informações e reservas:
(31) 2515-7149 – (31) 3468-3084 - (31) 9102-9405
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Clube Gourmet
Carne de lata da Serra do Caraça, com tutu, arroz de brócolis e cachaça
No próximo dia 27 de julho, quarta-feira, mais uma edição do Clube Gourmet. No Clube Mineiro da Cachaça você acompanha o resgate da tradicional culinária mineira e convive com convidados especiais que preparam sua receita, interagem com os amigos, trocam informações, experiências e dicas ligadas à arte da boa cozinha, sempre em um ambiente charmoso e acolhedor.
Pedro Henrique da Costa e Silva
Natural de Belo Horizonte, Pedro Henrique é um dos 29 filhos de Enos e Cemy da Costa e Silva e que, no correr do tempo, se fincaram pelas regiões de Santa Bárbara, Viçosa, Caraça, Catas Altas, Ponte Nova, e muitos outros rincões desta nossa Minas Gerais. Pedro Henrique se tornou Chef pelo aprendizado em cozinhas famosas no país, mas, principalmente, por herança de família: foi de sua avó Zulmira, em antiga fazenda colonial, que herdou a habilidade de transformar os alimentos em raros objetos de desejo, como, por exemplo, a arte de colocar o “porco na lata”.
Carne de Lata
Um clássico da culinária mineira inspirada na cultura européia (portuguesa e francesa): o pernil de porco é cozido em fogo lento e conservado na própria gordura. E desta vez, acompanhado do arroz de brócolis e do tutu de feijão, vai estar no ponto para ativar de forma surpreendente o apetite do mais exigente paladar.
Venha fazer parte dessa turma. O prato custa apenas R$ 12,00 e você ainda saboreia, gratuitamente, a cachaça de qualidade. Reserve sua mesa, porque as vagas são limitadas.
Caraça
Trecho da Serra do Espinhaço localizado nos municípios de Catas Altas e Santa Bárbara que dá nome ao antigo colégio Caraça, por onde passaram importantes personalidades da história brasileira. Hoje o Caraça é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), que abrange toda a região. Vale a pena conhecer!
Clube Mineiro da Cachaça
Rua Mármore, 373. Santa Tereza. BH. MG.
Informações e reservas:
(31) 2515-7149 – (31) 3468-3084 - (31) 9102-9405
Aprecie a vida radicalmente, mas beba com moderação!
No próximo dia 27 de julho, quarta-feira, mais uma edição do Clube Gourmet. No Clube Mineiro da Cachaça você acompanha o resgate da tradicional culinária mineira e convive com convidados especiais que preparam sua receita, interagem com os amigos, trocam informações, experiências e dicas ligadas à arte da boa cozinha, sempre em um ambiente charmoso e acolhedor.
Pedro Henrique da Costa e Silva
Natural de Belo Horizonte, Pedro Henrique é um dos 29 filhos de Enos e Cemy da Costa e Silva e que, no correr do tempo, se fincaram pelas regiões de Santa Bárbara, Viçosa, Caraça, Catas Altas, Ponte Nova, e muitos outros rincões desta nossa Minas Gerais. Pedro Henrique se tornou Chef pelo aprendizado em cozinhas famosas no país, mas, principalmente, por herança de família: foi de sua avó Zulmira, em antiga fazenda colonial, que herdou a habilidade de transformar os alimentos em raros objetos de desejo, como, por exemplo, a arte de colocar o “porco na lata”.
Carne de Lata
Um clássico da culinária mineira inspirada na cultura européia (portuguesa e francesa): o pernil de porco é cozido em fogo lento e conservado na própria gordura. E desta vez, acompanhado do arroz de brócolis e do tutu de feijão, vai estar no ponto para ativar de forma surpreendente o apetite do mais exigente paladar.
Venha fazer parte dessa turma. O prato custa apenas R$ 12,00 e você ainda saboreia, gratuitamente, a cachaça de qualidade. Reserve sua mesa, porque as vagas são limitadas.
Caraça
Trecho da Serra do Espinhaço localizado nos municípios de Catas Altas e Santa Bárbara que dá nome ao antigo colégio Caraça, por onde passaram importantes personalidades da história brasileira. Hoje o Caraça é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), que abrange toda a região. Vale a pena conhecer!
Clube Mineiro da Cachaça
Rua Mármore, 373. Santa Tereza. BH. MG.
Informações e reservas:
(31) 2515-7149 – (31) 3468-3084 - (31) 9102-9405
Aprecie a vida radicalmente, mas beba com moderação!
quinta-feira, 30 de junho de 2011
MinasCachaça 2011
Congresso de Cachaça debate Tecnologia e Sustentabilidade
O I Congresso Mineiro da Cachaça reunirá, em Belo Horizonte/MG, cerca de 200 pesquisadores, professores e demais profissionais do setor para debater, durante dois dias, temas de relevância para a indústria da cachaça.
Marcado para os dias 30 de junho e 0l de julho próximo, o congresso objetiva uma ampla discussão sobre aspectos diversificados e relevantes sobre a cachaça, que vão, do respeito ao meio ambiente e ao trabalhador, à padronização e às boas práticas de fabricação, passando pelo controle de qualidade e pela inserção do produto no mercado internacional.
Dentre os principais eixos temáticos que serão debatidos e discutidos no congresso, menciona-se os seguintes:
. matéria prima, respeito ao meio ambiente, respeito ao trabalhador,
responsabilidade social e benefícios para
o produtor;
. sustentabilidade da cadeia produtiva, padronização, cooperativismo;
. análise sensorial, controle de qualidade, destilação, padronização e boas
práticas de fabricação;
. tributação em todos os níveis e incentivos às indústrias.
As palestras terão temas como:
. A cachaça sob o enfoque do marketing
. Marcadores bioquímicos para cabeça, coração e cauda
. Envelhecimento e retorta de tonéis
. Automação industrial na fabricação de cachaça
. Controle de qualidade
.Contaminante da cachaça
. Mercado externo
. Diferenciação : Cachaça de alambique e de coluna
. Estudos com impacto no desenvolvimento tecnológico da cachaça: resultados
da parceria UFOP-IFNMG
(Salinas)
. Microbiologia da fermentação da cachaça
. Produção, qualidade química e sensorial de cachaça
Paralelamente ao congresso, será realizada a MinasCachaça 2011 – I Feira Nacional de Produtores, Equipamentos, Produtos, Tecnologia e Serviços para a Indústria da Cachaça -, que promoverá a interface entre produtores de cachaça, fabricantes de equipamentos e insumos diversos, disponibilizadores de tecnologia e a cadeia distributiva do atacado e do varejo.
Ambos os eventos são promovidos pela Associação Mineira de Produtores de Cachaça de Qualidade - AMPAQ, atendendo a um antigo apelo dos produtores ainda saudosos dos primeiros eventos promovidos pela entidade na Serraria Souza Pinto, um espaço nobre, charmoso e localizado na área central da capital mineira.
O congresso terá dois dias de realização (30 de junho e 0l de julho), com palestras pela manhã e à tarde, feitas por pesquisadores, professores, especialistas e empresários em marketing, engenharia e consultoria.
Já a feira se realizará de 30 de junho a 02 de julho. De 14 às 18 horas, será dedicada apenas a empresários para um contato direto com os produtores, visando a geração de negócios, intercâmbio, parcerias e o conhecimento do que há de mais novo no mercado. Neste horário, só entram pessoas convidadas pelo universo de expositores.
De 18 às 22 horas, a MinasCachaça 2011 será aberta ao público mediante a aquisição de ingressos (valor: R$ 15,00) na bilheteria da Serraria Souza Pinto. Para animar a festa, a partir das 19 horas, haverá música ao vivo, sendo, no dia 30-junho, quinta-feira, o Trio Gandaieira, de forró; no dia 0l-julho, sexta-feira, a banda de samba “Três no Junta”, e, no dia 02, sábado, o conjunto de gafieira “Três por Quatro”.
Promovida pela Associação Mineira de Produtores de Cachaça de Qualidade - AMPAQ, a MinasCachaça é organizada pela Central de Eventos e Promoções e tem os seguintes apoios : Associação dos Distribuidores de Bebidas do Estado de São Paulo (Adibe), Federação Nacional das Associações dos Produtores de Cachaça de Alambique (Fenaca), Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), Mercado Central de Belo Horizonte, Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (Sindbebidas), Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Belo Horizonte e Região Metropolitana (Sindhorb) e Sistema Ocemg-Sescoop/MG. O patrocínio é da revista Istoé.
O I Congresso Mineiro da Cachaça reunirá, em Belo Horizonte/MG, cerca de 200 pesquisadores, professores e demais profissionais do setor para debater, durante dois dias, temas de relevância para a indústria da cachaça.
Marcado para os dias 30 de junho e 0l de julho próximo, o congresso objetiva uma ampla discussão sobre aspectos diversificados e relevantes sobre a cachaça, que vão, do respeito ao meio ambiente e ao trabalhador, à padronização e às boas práticas de fabricação, passando pelo controle de qualidade e pela inserção do produto no mercado internacional.
Dentre os principais eixos temáticos que serão debatidos e discutidos no congresso, menciona-se os seguintes:
. matéria prima, respeito ao meio ambiente, respeito ao trabalhador,
responsabilidade social e benefícios para
o produtor;
. sustentabilidade da cadeia produtiva, padronização, cooperativismo;
. análise sensorial, controle de qualidade, destilação, padronização e boas
práticas de fabricação;
. tributação em todos os níveis e incentivos às indústrias.
As palestras terão temas como:
. A cachaça sob o enfoque do marketing
. Marcadores bioquímicos para cabeça, coração e cauda
. Envelhecimento e retorta de tonéis
. Automação industrial na fabricação de cachaça
. Controle de qualidade
.Contaminante da cachaça
. Mercado externo
. Diferenciação : Cachaça de alambique e de coluna
. Estudos com impacto no desenvolvimento tecnológico da cachaça: resultados
da parceria UFOP-IFNMG
(Salinas)
. Microbiologia da fermentação da cachaça
. Produção, qualidade química e sensorial de cachaça
Paralelamente ao congresso, será realizada a MinasCachaça 2011 – I Feira Nacional de Produtores, Equipamentos, Produtos, Tecnologia e Serviços para a Indústria da Cachaça -, que promoverá a interface entre produtores de cachaça, fabricantes de equipamentos e insumos diversos, disponibilizadores de tecnologia e a cadeia distributiva do atacado e do varejo.
Ambos os eventos são promovidos pela Associação Mineira de Produtores de Cachaça de Qualidade - AMPAQ, atendendo a um antigo apelo dos produtores ainda saudosos dos primeiros eventos promovidos pela entidade na Serraria Souza Pinto, um espaço nobre, charmoso e localizado na área central da capital mineira.
O congresso terá dois dias de realização (30 de junho e 0l de julho), com palestras pela manhã e à tarde, feitas por pesquisadores, professores, especialistas e empresários em marketing, engenharia e consultoria.
Já a feira se realizará de 30 de junho a 02 de julho. De 14 às 18 horas, será dedicada apenas a empresários para um contato direto com os produtores, visando a geração de negócios, intercâmbio, parcerias e o conhecimento do que há de mais novo no mercado. Neste horário, só entram pessoas convidadas pelo universo de expositores.
De 18 às 22 horas, a MinasCachaça 2011 será aberta ao público mediante a aquisição de ingressos (valor: R$ 15,00) na bilheteria da Serraria Souza Pinto. Para animar a festa, a partir das 19 horas, haverá música ao vivo, sendo, no dia 30-junho, quinta-feira, o Trio Gandaieira, de forró; no dia 0l-julho, sexta-feira, a banda de samba “Três no Junta”, e, no dia 02, sábado, o conjunto de gafieira “Três por Quatro”.
Promovida pela Associação Mineira de Produtores de Cachaça de Qualidade - AMPAQ, a MinasCachaça é organizada pela Central de Eventos e Promoções e tem os seguintes apoios : Associação dos Distribuidores de Bebidas do Estado de São Paulo (Adibe), Federação Nacional das Associações dos Produtores de Cachaça de Alambique (Fenaca), Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), Mercado Central de Belo Horizonte, Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (Sindbebidas), Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Belo Horizonte e Região Metropolitana (Sindhorb) e Sistema Ocemg-Sescoop/MG. O patrocínio é da revista Istoé.
Bate Papo Destilado
Encontros mensais pela sustentabilidade do bairro Santa Tereza
- Fernanda Pedrosa Lima, arquiteta, urbanista, apresenta dados históricos e culturais sobre o bairro Santa Tereza.
- Rita Margarete, Secretária de Administração Regional Leste.
Você está convidado
Dia 05 de julho – terça-feira – de 19:00 h às 21:00 h.
Clube Mineiro da Cachaça
Rua Mármore, 373. Santa Tereza. BH. MG.
Informações e reservas:
(31) 2515-7149 – (31) 3468-3084 - (31) 9102-9405
- Fernanda Pedrosa Lima, arquiteta, urbanista, apresenta dados históricos e culturais sobre o bairro Santa Tereza.
- Rita Margarete, Secretária de Administração Regional Leste.
Você está convidado
Dia 05 de julho – terça-feira – de 19:00 h às 21:00 h.
Clube Mineiro da Cachaça
Rua Mármore, 373. Santa Tereza. BH. MG.
Informações e reservas:
(31) 2515-7149 – (31) 3468-3084 - (31) 9102-9405
sábado, 11 de junho de 2011
Verde Viva Santa Tereza
Está prevista para o próximo dia 05 de julho, terça feira, a primeira reunião do fórum ambiental do bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, nas dependências do Clube Mineiro da Cachaça. O fórum, que desenvolve o projeto "Verde Viva Santa Tereza - Destilando Conversa", irá tratar de forma permanente de ações que possam contribuir para a melhoria da qualidade de vida do bairro, particularmente nos aspectos que tratam do desenvolvimento sustentável.
Comércio justo deve focar mercado interno
Seminário Internacional reuniu agricultores familiares, pequenos produtores de frutas e representantes de entidades públicas e privadas
O desafio atual dos empreendedores e entidades apoiadoras do fair trade – palavra em inglês para comércio justo e solidário - é conquistar os consumidores do mercado interno. Esse tipo de negócio é constituído por pequenos produtores de frutas, castanhas de caju, mel, café, cacau, algodão, açúcar, artesanato, cachaça, entre outros.
O tema foi abordado no III Seminário Internacional do Comércio Justo, realizado nesta quarta, dia 8, no Hotel Villa Oeste, em Mossoró (RN). Cerca de 120 pessoas, entre agricultores familiares, pequenos produtores de frutas e representantes de entidades públicas e privadas participaram do evento. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Sebrae, o Comitê Executivo de Fitossanidade (Coex) e a Universidade Federal Rural do Semi-árido (Ufersa) são os realizadores do seminário.
– Precisamos fazer com que o mercado nacional se torne comprador dos produtos do comércio justo – declarou João Hélio Cavalcanti, diretor-técnico do Sebrae no Rio Grande do Norte.
O nicho de mercado lá fora foi reduzido em decorrência da crise do mercado europeu, que está comprando menos.
Haroldo Mendonça, coordenador geral do Comércio Justo e Solidário do MTE, chamou a atenção para a necessidade das políticas públicas focarem toda a cadeia produtiva e não apenas a produção.
– Temos de olhar para quem produz, comercializa e consome – alertou.
Ele apresentou o Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário (SNCJS), lançado pelo presidente Lula por meio de decreto em novembro passado, que apontou a existência de cerca de 22 mil empreendimentos de CJS no país. O segmento tem potencial para abrigar 30 mil organizações coletivas integradas por pequenos produtores agrícolas, número que equivale a dois milhões de indivíduos.
AGÊNCIA SEBRAE
O desafio atual dos empreendedores e entidades apoiadoras do fair trade – palavra em inglês para comércio justo e solidário - é conquistar os consumidores do mercado interno. Esse tipo de negócio é constituído por pequenos produtores de frutas, castanhas de caju, mel, café, cacau, algodão, açúcar, artesanato, cachaça, entre outros.
O tema foi abordado no III Seminário Internacional do Comércio Justo, realizado nesta quarta, dia 8, no Hotel Villa Oeste, em Mossoró (RN). Cerca de 120 pessoas, entre agricultores familiares, pequenos produtores de frutas e representantes de entidades públicas e privadas participaram do evento. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Sebrae, o Comitê Executivo de Fitossanidade (Coex) e a Universidade Federal Rural do Semi-árido (Ufersa) são os realizadores do seminário.
– Precisamos fazer com que o mercado nacional se torne comprador dos produtos do comércio justo – declarou João Hélio Cavalcanti, diretor-técnico do Sebrae no Rio Grande do Norte.
O nicho de mercado lá fora foi reduzido em decorrência da crise do mercado europeu, que está comprando menos.
Haroldo Mendonça, coordenador geral do Comércio Justo e Solidário do MTE, chamou a atenção para a necessidade das políticas públicas focarem toda a cadeia produtiva e não apenas a produção.
– Temos de olhar para quem produz, comercializa e consome – alertou.
Ele apresentou o Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário (SNCJS), lançado pelo presidente Lula por meio de decreto em novembro passado, que apontou a existência de cerca de 22 mil empreendimentos de CJS no país. O segmento tem potencial para abrigar 30 mil organizações coletivas integradas por pequenos produtores agrícolas, número que equivale a dois milhões de indivíduos.
AGÊNCIA SEBRAE
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Cana e efeito estufa
Estudo desenvolvido no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA), da USP, comprova por meio de um modelo matemático denominado Century, que manter a palhada - restos da cana que ficam no solo após a colheita - aumenta significativamente a fixação de carbono na terra.
O trabalho também confirma que a colheita mecanizada da cana-de-açúcar diminui a emissão de gás carbônico para a atmosfera, atenuando o efeito estufa.
Os dados para o estudo foram obtidos pelo pesquisador Marcelo Valadares Galdos, atualmente no Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), de duas formas distintas.
A primeira, por meio da coleta de amostras de solo em locais de colheita com queimada e de colheita mecanizada a partir da cronossequência, que consiste na retirada de amostras distintas do solo que possam demonstrar as diferenças ocasionadas pelo tempo.
E, a outra, por informações do Instituto de Pesquisa da Cana-de-açúcar da África do Sul sobre solos com até 60 anos consecutivos de colheita sem queima.
A partir disto, utilizando-se o modelo matemático Century, desenvolvido pela Universidade do Estado do Colorado (EUA), adaptado para a análise de dados de solos de plantações de cana-de-açúcar, foi possível prever cenários futuros para estas regiões.
Modelo computacional
Galdos explica que o procedimento dele e de outros pesquisadores foi "calibrar e validar um modelo computacional com dados de plantações da África do Sul e das cidades de Goiana (Pernambuco), Timbaúba (Pernambuco) e Pradópolis (São Paulo), para simular fluxos de carbono e nutrientes entre o solo, a planta e a atmosfera."
Em Pradópolis, por exemplo, a manutenção da palhada no solo aumentou a fixação de carbono em 1.200 quilogramas por hectare por ano.
O professor Carlos Cerri, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) da USP, em Piracicaba, que também participou da pesquisa, diz que "a quantidade de carbono que será fixada no solo depende do tipo de solo, do clima, do manejo da cultura, da forma da colheita, entre outros fatores. O solo argiloso, por exemplo, consegue fixar muito mais carbono do que o solo arenoso. Assim, como a fixação do carbono em lugares de climas frios é bem melhor do que em locais de climas quentes, onde a decomposição ocorre mais rapidamente."
A colheita mecanizada propicia a manutenção da palhada sobre o solo. Galdos complementa que "durante o processo de decomposição desse material, parte do carbono fica incorporada ao solo. Esse processo é conhecido como 'sequestro de carbono'. Sua importância reside no fato de representar uma diminuição significativa no resultado do cálculo do 'rastro de carbono' do etanol".
Queimadas versus mecanização
A cana-de-açúcar, durante a fotossíntese, processo de obtenção de energia da planta, retira gás carbônico do ar.
O gás carbônico é transformado pela planta em compostos orgânicos que são incorporados pelas raízes, colmo (caule da cana) e folhas.
Quando a colheita é feita por meio da queimada das folhas, o carbono presente nos compostos orgânicos vai direto para a atmosfera em forma de gás carbônico, como produto da combustão.
Em contrapartida, quando a cana é colhida mecanicamente sem queima, parte do carbono não volta para a atmosfera e é fixado no solo.
Etanol ou gasolina
Segundo o pesquisador, a vantagem de colheitas mecanizadas faz com que "plantações de cana-de-açúcar destinadas à produção de etanol tornem este biocombustível duplamente mais benéfico do que a gasolina porque o gás carbônico liberado na combustão do etanol é o mesmo consumido durante a fotossíntese da cana. Na combustão da gasolina esta reciclagem não ocorre."
O estudo foi contemplado com o 2º Prêmio Top Etanol, na categoria Trabalho Acadêmico. O artigo resultante do estudo, publicado na Soil Science Society of America Journal, é parte da tese de doutorado do agrônomo Marcelo Valadares Galdos que foi defendida na Esalq e orientada pelo professor Carlos Cerri do CENA.
Também participaram do estudo, Keith Paustian, da Universidade do Estado do Colorado, Rianto Van Antwerpen, do Instituto de Pesquisa da Cana-de-açúcar da África do Sul, e Carlos Eduardo Cerri, da Esalq.
Sandra O. Monteiro - Agência USP
Publicado no site Inovação Tecnológica
O trabalho também confirma que a colheita mecanizada da cana-de-açúcar diminui a emissão de gás carbônico para a atmosfera, atenuando o efeito estufa.
Os dados para o estudo foram obtidos pelo pesquisador Marcelo Valadares Galdos, atualmente no Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), de duas formas distintas.
A primeira, por meio da coleta de amostras de solo em locais de colheita com queimada e de colheita mecanizada a partir da cronossequência, que consiste na retirada de amostras distintas do solo que possam demonstrar as diferenças ocasionadas pelo tempo.
E, a outra, por informações do Instituto de Pesquisa da Cana-de-açúcar da África do Sul sobre solos com até 60 anos consecutivos de colheita sem queima.
A partir disto, utilizando-se o modelo matemático Century, desenvolvido pela Universidade do Estado do Colorado (EUA), adaptado para a análise de dados de solos de plantações de cana-de-açúcar, foi possível prever cenários futuros para estas regiões.
Modelo computacional
Galdos explica que o procedimento dele e de outros pesquisadores foi "calibrar e validar um modelo computacional com dados de plantações da África do Sul e das cidades de Goiana (Pernambuco), Timbaúba (Pernambuco) e Pradópolis (São Paulo), para simular fluxos de carbono e nutrientes entre o solo, a planta e a atmosfera."
Em Pradópolis, por exemplo, a manutenção da palhada no solo aumentou a fixação de carbono em 1.200 quilogramas por hectare por ano.
O professor Carlos Cerri, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) da USP, em Piracicaba, que também participou da pesquisa, diz que "a quantidade de carbono que será fixada no solo depende do tipo de solo, do clima, do manejo da cultura, da forma da colheita, entre outros fatores. O solo argiloso, por exemplo, consegue fixar muito mais carbono do que o solo arenoso. Assim, como a fixação do carbono em lugares de climas frios é bem melhor do que em locais de climas quentes, onde a decomposição ocorre mais rapidamente."
A colheita mecanizada propicia a manutenção da palhada sobre o solo. Galdos complementa que "durante o processo de decomposição desse material, parte do carbono fica incorporada ao solo. Esse processo é conhecido como 'sequestro de carbono'. Sua importância reside no fato de representar uma diminuição significativa no resultado do cálculo do 'rastro de carbono' do etanol".
Queimadas versus mecanização
A cana-de-açúcar, durante a fotossíntese, processo de obtenção de energia da planta, retira gás carbônico do ar.
O gás carbônico é transformado pela planta em compostos orgânicos que são incorporados pelas raízes, colmo (caule da cana) e folhas.
Quando a colheita é feita por meio da queimada das folhas, o carbono presente nos compostos orgânicos vai direto para a atmosfera em forma de gás carbônico, como produto da combustão.
Em contrapartida, quando a cana é colhida mecanicamente sem queima, parte do carbono não volta para a atmosfera e é fixado no solo.
Etanol ou gasolina
Segundo o pesquisador, a vantagem de colheitas mecanizadas faz com que "plantações de cana-de-açúcar destinadas à produção de etanol tornem este biocombustível duplamente mais benéfico do que a gasolina porque o gás carbônico liberado na combustão do etanol é o mesmo consumido durante a fotossíntese da cana. Na combustão da gasolina esta reciclagem não ocorre."
O estudo foi contemplado com o 2º Prêmio Top Etanol, na categoria Trabalho Acadêmico. O artigo resultante do estudo, publicado na Soil Science Society of America Journal, é parte da tese de doutorado do agrônomo Marcelo Valadares Galdos que foi defendida na Esalq e orientada pelo professor Carlos Cerri do CENA.
Também participaram do estudo, Keith Paustian, da Universidade do Estado do Colorado, Rianto Van Antwerpen, do Instituto de Pesquisa da Cana-de-açúcar da África do Sul, e Carlos Eduardo Cerri, da Esalq.
Sandra O. Monteiro - Agência USP
Publicado no site Inovação Tecnológica
Música e cachaça também aos domingos
A partir desta semana o Clube Mineiro da Cachaça abre suas portas também aos domingos. No próximo dia 12 - dia consagrado aos namorados - o Clube contará com a presença de Serginho Marques, intérprete brilhante da Música Popular Brasileira.
Com muitos anos de estrada, em palcos de teatro ou ao ar livre, em bares ou casas noturnas, Sergio Marques acumulou três patrimônios consideráveis: um repertório vasto, que passa por várias fases da MPB e atende a todos os gostos; domínio da platéia e uma legião de amigos-admiradores entre alguns dos mais reputados artistas da música brasileira, como Vander Lee, Chico Amaral, Henrique Portugal, Samuel Rosa, Beto Lopes, Wilson Sideral e Toninho Horta. Ex-vocalistas das bandas Lombinho com Cachaça e B’jala, Sergio Marques desenvolve um sólido trabalho solo como intérprete e participa de projetos como o Bantuquerê.
O Clube Mineiro da Cachaça estará aberto todos os domingos, a partir das 17 horas, na Rua Mármore, 373 - bairro Santa Tereza - Belo Horizonte - MG.
Com muitos anos de estrada, em palcos de teatro ou ao ar livre, em bares ou casas noturnas, Sergio Marques acumulou três patrimônios consideráveis: um repertório vasto, que passa por várias fases da MPB e atende a todos os gostos; domínio da platéia e uma legião de amigos-admiradores entre alguns dos mais reputados artistas da música brasileira, como Vander Lee, Chico Amaral, Henrique Portugal, Samuel Rosa, Beto Lopes, Wilson Sideral e Toninho Horta. Ex-vocalistas das bandas Lombinho com Cachaça e B’jala, Sergio Marques desenvolve um sólido trabalho solo como intérprete e participa de projetos como o Bantuquerê.
O Clube Mineiro da Cachaça estará aberto todos os domingos, a partir das 17 horas, na Rua Mármore, 373 - bairro Santa Tereza - Belo Horizonte - MG.
Minas Cachaça
Acontece do dia 30 de junho a 02 de julho, em Belo Horizonte, a I Minas Cachaça, Feira Nacional de Produtores, Equipamentos, Produtos, Tecnologia e Serviços para a indústria da Cachaça em Minas Gerais. A feira, promovida pela Associação Mineira dos Produtores de Cachaça de Qualidade - AMPAQ - já comercializou cerca de 95% dos estandes postos à venda e será realizada em conjunto com o I Congresso Mineiro da Cachaça.
Local: Serraria Sousa Pinto, em Belo Horizonte.
Horário de funcionamento: de 14 às 18 horas (somente convidados) e a partir das 18 até as 22 horas (aberta ao público).
Mais informações: Ampaq – Tel: (31) 3421-4040
ampaq@ampaq.com.br
Central de Eventos: Tel. (31) 3241-4040 – 2526-1002
contato@fariavasconcelos.com.br – lmftv@fariavasconcelos.com.br
Local: Serraria Sousa Pinto, em Belo Horizonte.
Horário de funcionamento: de 14 às 18 horas (somente convidados) e a partir das 18 até as 22 horas (aberta ao público).
Mais informações: Ampaq – Tel: (31) 3421-4040
ampaq@ampaq.com.br
Central de Eventos: Tel. (31) 3241-4040 – 2526-1002
contato@fariavasconcelos.com.br – lmftv@fariavasconcelos.com.br
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Produtores de alimentos orgânicos recebem treinamento para Copa do Mundo
Expectativa é de que haja um aumento da demanda por esses produtos durante o evento que vai trazer pessoas de mundo tododurante o evento que vai trazer pessoas do mundo todo
Minas Gerais e mais 11 Estados brasileiros estão preparando os produtores de alimentos orgânicos para que o setor tenha condições de atender às exigências de um público com hábitos de consumo diferenciado no período da Copa de 2014. A expectativa é de que haja um aumento da demanda por esses produtos durante o evento esportivo, que vai trazer pessoas de todas as partes do mundo, inclusive, de países onde o consumo de orgânicos já está consolidado.
Em Minas, existem aproximadamente 12 mil propriedades que se dedicam à atividade, mas apenas 641 possuem algum tipo de certificação. Segundo a assessora técnica da Superintendência de Segurança Alimentar e Apoio à Agricultura Familiar da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Thyara Rocha Ribeiro, a Copa do Mundo é uma oportunidade não só para a divulgação do setor, como também para melhorar o nível de informação e o uso de tecnologias junto aos produtores.
– Para se obter o selo de certificação, o produtor precisa seguir exigências tecnológicas e socioambientais, mas esse é o único caminho para se agregar valor à produção e conquistar credibilidade entre os consumidores – afirma.
Palestras e cursos vêm sendo realizados nas cidades-sede e regiões metropolitanas dos Estados que receberão os jogos da Copa do Mundo. Seapa, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural(Emater-MG) e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) estão mobilizando os produtores para a “Caravana Copa Orgânica”, um ciclo itinerante de cursos e palestras.
Em Minas, as aulas serão realizadas no período de 4 a 6 de abril, com treinamentos programados nos municípios de Belo Horizonte, Jaboticatubas, Brumadinho e Betim. As palestras e temas estão divididos de acordo com o público-alvo (empresários, consumidores e produtores). O evento é uma realização do Instituto BioSistêmico, uma instituição do terceiro setor que promove o desenvolvimento sustentável.
Mais informações sobre os locais e a programação podem ser obtidas pelo site da Caravana Copa Orgânica.
Minas Gerais e mais 11 Estados brasileiros estão preparando os produtores de alimentos orgânicos para que o setor tenha condições de atender às exigências de um público com hábitos de consumo diferenciado no período da Copa de 2014. A expectativa é de que haja um aumento da demanda por esses produtos durante o evento esportivo, que vai trazer pessoas de todas as partes do mundo, inclusive, de países onde o consumo de orgânicos já está consolidado.
Em Minas, existem aproximadamente 12 mil propriedades que se dedicam à atividade, mas apenas 641 possuem algum tipo de certificação. Segundo a assessora técnica da Superintendência de Segurança Alimentar e Apoio à Agricultura Familiar da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Thyara Rocha Ribeiro, a Copa do Mundo é uma oportunidade não só para a divulgação do setor, como também para melhorar o nível de informação e o uso de tecnologias junto aos produtores.
– Para se obter o selo de certificação, o produtor precisa seguir exigências tecnológicas e socioambientais, mas esse é o único caminho para se agregar valor à produção e conquistar credibilidade entre os consumidores – afirma.
Palestras e cursos vêm sendo realizados nas cidades-sede e regiões metropolitanas dos Estados que receberão os jogos da Copa do Mundo. Seapa, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural(Emater-MG) e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) estão mobilizando os produtores para a “Caravana Copa Orgânica”, um ciclo itinerante de cursos e palestras.
Em Minas, as aulas serão realizadas no período de 4 a 6 de abril, com treinamentos programados nos municípios de Belo Horizonte, Jaboticatubas, Brumadinho e Betim. As palestras e temas estão divididos de acordo com o público-alvo (empresários, consumidores e produtores). O evento é uma realização do Instituto BioSistêmico, uma instituição do terceiro setor que promove o desenvolvimento sustentável.
Mais informações sobre os locais e a programação podem ser obtidas pelo site da Caravana Copa Orgânica.
Terça Devassa
Agora, toda terça, aqui no Clube Mineiro da Cachaça, tem a “Terça Devassa”. Lilian Machado coordena a diversão com muita Devassa Gelada a preço promocional e música da melhor qualidade.
Mas as atrações não param por aí: a cada duas cervejas que você consumir, nossas promotoras vão disputar com você, no dado, mais uma por conta da Casa. Não fique fora dessa!
Clube Mineiro da Cachaça
Rua Mármore, 373. Santa Tereza. BH. MG.
Informações e reservas:
(31) 2515-7149 – (31) 3468-3084 - (31) 9102-9405
Mas as atrações não param por aí: a cada duas cervejas que você consumir, nossas promotoras vão disputar com você, no dado, mais uma por conta da Casa. Não fique fora dessa!
Clube Mineiro da Cachaça
Rua Mármore, 373. Santa Tereza. BH. MG.
Informações e reservas:
(31) 2515-7149 – (31) 3468-3084 - (31) 9102-9405
A regionalização das cervejas
Reproduzo matéria publicada no Estadâo de 04/11
Cervejarias reforçam regionalização
Gaúchos elegem a Polar, paulistas preferem Skol, enquanto que o Rio bebe Antarctica e adota Itaipava. Schincariol domina o Nordeste
Vender cerveja está cada vez mais "científico". A ciência cervejeira leva em consideração o poder aquisitivo e as variações de temperatura. Mas também, cada vez mais, as grandes fábricas traçam planos estratégicos para não desperdiçar nenhum centavo em vendas e distribuição mal dirigida. Com isso, o processo de comercialização regional por marcas ganha força.
Os fabricantes se apoiam no "espírito de torcida" que o consumo da bebida desenvolveu nos últimos anos. Algo cultivado pelas mensagens publicitárias, que construíram um fervor na linha do devotado ao time de futebol. Diante disso, em vez de gastar rios de dinheiro em propaganda para tentar promover adesão às suas marcas, as empresas estão reforçando as preferências regionais.
No Sul do País, por exemplo, a marca do coração é a Polar, do portfólio da Ambev, a cervejaria líder no Brasil com 68% de participação de mercado. Aproveitando que a Polar é a queridinha dos gaúchos, a empresa puxa o preço em comparação às outras marcas. Com isso, garante boa rentabilidade e mantém o clima de exclusividade em torno no rótulo.
"Se a Polar sair do Rio Grande do Sul, vamos matar a marca", avalia Thiago Zanettini, gerente de Polar e Antarctica da Ambev. "O gaúcho tem características muito peculiares de consumo e valoriza o produto local. Vendemos a Polar em redutos mais badalados e, por isso, o preço fica acima da média do mercado".
A tática de garantir rentabilidade apostando na preferência do consumidor por região de consumo, faz com que as cervejarias mapeiem a distribuição. As marcas menos cotadas só desembarcam em determinadas regiões para a desova de estoques e, quase sempre, são comercializadas a preços de liquidação.
A fonte estratégica de informações para a ação de vendas são os dados de pesquisa. A se considerar os três maiores mercados no Brasil por valor - Grande São Paulo, interior do Estado de São Paulo e Rio de Janeiro - as preferências são distintas. Na embalagem clássica, que é a garrafa de 600 ml, pelos dados Nielsen referentes à janeiro deste ano, os paulistanos dão liderança à Skol, uma marca que já foi a preferida dos cariocas. Já a turma do interior do Estado escolhe a Brahma. No Rio, a líder com mais de 10 pontos porcentuais à frente da segunda colocada é a Antarctica.
As três marcas são do portfólio da Ambev. O que surpreende é o avanço contínuo da Cervejaria Petrópolis, dona da marca Itaipava. No interior de São Paulo, a empresa aparece em terceiro lugar com a popular marca Crystal, que detém quase 15% das vendas totais. No Rio, aparece também em terceiro, mas com mais de 18% de participação, encostando na Skol, que hoje detém 20% das vendas nessa região.
"A disputa nas vendas de cerveja é mais por microrregião", garante Douglas Costa, diretor de marketing da Petrópolis. "Nós não estamos no Nordeste. Então, conosco, a briga se dá por mercado no Sudeste e Centro-oeste, onde estão nossas maiores fábricas. Cada concorrente tem comunicação específica para atrair a torcida no seu mercado preferencial. Esse cuidado interfere na lucratividade do negócio. Entre São Paulo e Rio, por exemplo, a diferença de preço pode chegar a 20%."
Até mesmo os holandeses da megacervejaria Heineken, que acabaram de chegar ao mercado com a compra da Cervejaria Kaiser há um ano, a tática de atuação, ainda não divulgada, deve ser regionalizada. A marca Bavaria vem tendo distribuição concentrada no interior de São Paulo. "As vendas são cada vez mais feitas por perfil de consumidor, e a Bavaria atende ao universo sertanejo. Toda a sua comunicação vai nessa direção", explica Paulo Macedo, diretor de relações corporativas da Heineken.
A marca que dá nome ao megagrupo global deve seguir voltada ao segmento premium, ou seja, o das cervejas mais caras graças ao grande valor agregado da marca Heineken. Aliás, no Brasil, assim como a empresa fez em outros países onde adquiriu operações, a companhia trouxe um especialista para ajustar o portfólio de marcas e definir como trabalhá-lo. "Vender marcas desejadas é levado a sério na empresa", diz Macedo.
OfertaA inglesa SABMiller, segunda maior cervejaria do mundo, estuda oferta para comprar a brasileira Schincariol, avaliada em US$ 2 bilhões, informou ontem o Sunday Times. A holandesa Heineken também estaria interessada.
Marili Ribeiro - O Estado de S.Paulo
Cervejarias reforçam regionalização
Gaúchos elegem a Polar, paulistas preferem Skol, enquanto que o Rio bebe Antarctica e adota Itaipava. Schincariol domina o Nordeste
Vender cerveja está cada vez mais "científico". A ciência cervejeira leva em consideração o poder aquisitivo e as variações de temperatura. Mas também, cada vez mais, as grandes fábricas traçam planos estratégicos para não desperdiçar nenhum centavo em vendas e distribuição mal dirigida. Com isso, o processo de comercialização regional por marcas ganha força.
Os fabricantes se apoiam no "espírito de torcida" que o consumo da bebida desenvolveu nos últimos anos. Algo cultivado pelas mensagens publicitárias, que construíram um fervor na linha do devotado ao time de futebol. Diante disso, em vez de gastar rios de dinheiro em propaganda para tentar promover adesão às suas marcas, as empresas estão reforçando as preferências regionais.
No Sul do País, por exemplo, a marca do coração é a Polar, do portfólio da Ambev, a cervejaria líder no Brasil com 68% de participação de mercado. Aproveitando que a Polar é a queridinha dos gaúchos, a empresa puxa o preço em comparação às outras marcas. Com isso, garante boa rentabilidade e mantém o clima de exclusividade em torno no rótulo.
"Se a Polar sair do Rio Grande do Sul, vamos matar a marca", avalia Thiago Zanettini, gerente de Polar e Antarctica da Ambev. "O gaúcho tem características muito peculiares de consumo e valoriza o produto local. Vendemos a Polar em redutos mais badalados e, por isso, o preço fica acima da média do mercado".
A tática de garantir rentabilidade apostando na preferência do consumidor por região de consumo, faz com que as cervejarias mapeiem a distribuição. As marcas menos cotadas só desembarcam em determinadas regiões para a desova de estoques e, quase sempre, são comercializadas a preços de liquidação.
A fonte estratégica de informações para a ação de vendas são os dados de pesquisa. A se considerar os três maiores mercados no Brasil por valor - Grande São Paulo, interior do Estado de São Paulo e Rio de Janeiro - as preferências são distintas. Na embalagem clássica, que é a garrafa de 600 ml, pelos dados Nielsen referentes à janeiro deste ano, os paulistanos dão liderança à Skol, uma marca que já foi a preferida dos cariocas. Já a turma do interior do Estado escolhe a Brahma. No Rio, a líder com mais de 10 pontos porcentuais à frente da segunda colocada é a Antarctica.
As três marcas são do portfólio da Ambev. O que surpreende é o avanço contínuo da Cervejaria Petrópolis, dona da marca Itaipava. No interior de São Paulo, a empresa aparece em terceiro lugar com a popular marca Crystal, que detém quase 15% das vendas totais. No Rio, aparece também em terceiro, mas com mais de 18% de participação, encostando na Skol, que hoje detém 20% das vendas nessa região.
"A disputa nas vendas de cerveja é mais por microrregião", garante Douglas Costa, diretor de marketing da Petrópolis. "Nós não estamos no Nordeste. Então, conosco, a briga se dá por mercado no Sudeste e Centro-oeste, onde estão nossas maiores fábricas. Cada concorrente tem comunicação específica para atrair a torcida no seu mercado preferencial. Esse cuidado interfere na lucratividade do negócio. Entre São Paulo e Rio, por exemplo, a diferença de preço pode chegar a 20%."
Até mesmo os holandeses da megacervejaria Heineken, que acabaram de chegar ao mercado com a compra da Cervejaria Kaiser há um ano, a tática de atuação, ainda não divulgada, deve ser regionalizada. A marca Bavaria vem tendo distribuição concentrada no interior de São Paulo. "As vendas são cada vez mais feitas por perfil de consumidor, e a Bavaria atende ao universo sertanejo. Toda a sua comunicação vai nessa direção", explica Paulo Macedo, diretor de relações corporativas da Heineken.
A marca que dá nome ao megagrupo global deve seguir voltada ao segmento premium, ou seja, o das cervejas mais caras graças ao grande valor agregado da marca Heineken. Aliás, no Brasil, assim como a empresa fez em outros países onde adquiriu operações, a companhia trouxe um especialista para ajustar o portfólio de marcas e definir como trabalhá-lo. "Vender marcas desejadas é levado a sério na empresa", diz Macedo.
OfertaA inglesa SABMiller, segunda maior cervejaria do mundo, estuda oferta para comprar a brasileira Schincariol, avaliada em US$ 2 bilhões, informou ontem o Sunday Times. A holandesa Heineken também estaria interessada.
Marili Ribeiro - O Estado de S.Paulo
Assinar:
Postagens (Atom)