No próximo dia 09 de dezembro, no auditório 5 da Universidade UNI-BH, em Belo Horizonte, será divulgado o resultado e serão premiadas as vencedoras do "Concurso Cachaça de Minas 2009 - Medalha Mérito da Qualidade".
52 empresas concorrem com 64 marcas em três categorias: "branca/nova", "armazenada/envelhecida" e "premium". O I Concurso Cachaça de Minas é uma realização da Federação Nacional das Associações dos Produtores de Cachaça de Alambique (FENACA), sob a coordenação da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ). Foi lançado oficialmente no dia 15 de abril deste ano, no auditório da FAEMG, na presença de produtores e diversas autoridades estaduais e municipais. É o primeiro concurso de cachaças realizado no Brasil tendo por base a Lei Geral das Bebidas Alcoólicas e a Lei da Cachaça de Minas, além de conceitos técnico-científicos aceitos e reconhecidos nas áreas de design, sensorial de degustação. Será realizado anualmente
Criado para identificar as melhores marcas de Minas comercializadas hoje, o Concurso tem como objetivos maiores estimular a produção da cachaça de qualidade, dar conhecimento aos apreciadores dos diferentes tipos de cachaças produzidas no Estado e, ainda, estimular a busca dos conhecimentos técnico-científicos em benefício de toda a cadeia produtiva.
As cachaças em concurso foram analisadas por entidades técnicas de reconhecida capacidade. A análise de "Conformidade de Rótulo" ficou a cargo da Fundação Ezequiel Dias (FUNED) e a de "Design/apresentação" coube à Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). As análises "Sensorial" e "Físico-química" foram realizadas respectivamente pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pela Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (CETEC). Por solicitação específica dos concorrentes foi realizado também o teste de "Degustação", a cargo de consumidores indicados pelo Clube Mineiro da Cachaça.
As amostras foram encaminhadas às instituições para análise em embalagens padronizadas e devidamente codificadas, sendo que a referencia da codificação permanece sob conhecimento exclusivo da Comissão Organizadora.
O Concurso Cachaça de Minas contou ainda com o apoio e a participação do Governo do Estado de Minas Gerais, da Prefeitura de Belo Horizonte, através da Belotur, do SEBRAE/MG, da Associação Mineira dos Produtores de Cachaça de Qualidade (AMPAQ), da Cooperativa Central dos Produtores de Cachaça de Minas Gerais (COOCEN/MG), do Sindbebidas/MG, do Clube Mineiro da Cachaça, da Universidade Belo Horizonte (UNI-BH), da Distribuidora Savana e da Garrafaria Serra Negra.
AS MARCAS
Branquinha de Minas- Claro dos Poções
Bendita - Cataguases
Jacuba - Coronel Xavier Chaves
Barrosinha - Barroso
Poesia - Munhoz
Mandacaru - João Pinheiro
Bocaiana - Bocaiúva
Coluninha - Coluna
MC da Boa Vista - Barroso
Veredas de Minas - Montes Claros
Diva - Divinopolis
Pirapora - Pirapora
Lucas Batista - Itabirito
Dedo de Prosa - Piranguinho
Velha Serrana - Serro
Beppe - Bueno Brandão
Bueno Brandão - Bueno Brandão
Monte Alvão - Itatiaiuçu
Quebra Canga - Coqueiral
Ladainha - Ladainha
Flor das Gerais - Felixlândia
Da Quinta do Cedro - São Lourenço
Água da Bica - Brumadinho
Aroeirinha - Porto Firme
Velha Aroeira - Porto Firme
Clube Minas - Lagoa Santa
Serra Morena - Belo Vale
Lenda Mineira - Tarumirim
Germana - Nova União -
Severina do Popote - Araçuaí
Chão de Minas - Araçuaí
Camapuã - Entre Rios de Minas
Engenho Doce - Passa Quatro
Topázio - Entre Rios de Minas
Etérea - Entre Rios de Minas
Veio de Minas - João Monlevade
Rainha das Gerais - Curvelo
Século XVIII - Coronel Xavier Chaves
Tombos de Minas - Pedra Dourada
Mata Verde - Pedra Azul
Terra Real - Materlândia
Vira Saia - Amarantina
Colombina - Alvinópolis
Engenheira - Araçuaí
Canônica - Além Paraíba
Áurea Custódio - Ribeirão das Neves
Velha Jacuhy - Jacuí
Embaúba - Jacuí
Jacuhy - Jacuí
Palmeira D´Água - Carandai
Prazer de Minas - Esmeraldas
Freguesia do Carmo - Prata
FICHA TÉCNICA
Resultados e Premiação do "Concurso Cachaça de Minas 2009 - Medalha Mérito da Qualidade".
DIA: 09 de dezembro de 2009
LOCAL: Auditório 5 - Campus Estoril - UNI-BH
ENDEREÇO: Av. Prof. Mário Werneck, 1685 - Estoril - BH/MG
HORA: 19:00 horas
REALIZAÇÃO: Federação Nacional das Associações dos Produtores de Cachaça de Alambique (FENACA)
COORDENAÇÃO: Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ).
EXECUÇÃO: DACAF
INFORMAÇÕES: (31) 3481-5935 - Fenaca
(31) 3468-3084 - Clube Mineiro da Cachaça
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Ministério usará acordo mundial para combater consumo de bebidas alcoólicas
Fim de feriadão para boa parte do país, hoje é dia do sempre trágico balanço da violência nas ruas e estradas. Será contabilizada a morte de dezenas de pessoas. Centenas de feridos lotarão os pronto-socorros dos hospitais públicos e, como a cada semana, o atendimento a eles custará algo em torno de R$ 600 milhões ao Sistema Único de Saúde. A maioria das vítimas será formada por homens jovens, mortos ou feridos em acidentes de trânsito ou brigas ocasionais, em qualquer caso protagonizados por pessoas alcoolizadas. Os novos dramas e números confirmarão o que as autoridades nacionais e internacionais de Saúde já sabem: o brasileiro é um mau bebedor – um “consumidor nocivo de álcool”, segundo a Organização Mundial de Saúde. E, nesta condição, será um dos principais alvos da Convenção Internacional sobre Bebidas Alcoólicas que será votada em janeiro, na Suíça, pelos quase 200 países membros da ONU.
“Os acidentes e as violências, no Brasil, configuram um problema de saúde pública de grande magnitude, que tem provocado forte impacto na morbidade e na mortalidade da população, e a sua relação com o alcoolismo está demonstrada nas mais diferentes pesquisas. Esse não é um problema exclusivo do Brasil, mas um problema que é maior no Brasil”, afirma o doutor Pedro Gabriel Godinho, da Coordenação de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, do Ministério da Saúde.
A OMS estima que 3,7% das pessoas mortas em todo o mundo (6,1% entre homens e 1,1% entre mulheres) foram vítimas de eventos diretamente ligados ao consumo de álcool. Teriam sido 2,3 milhões, em 2002. No Brasil, a proporção está muito acima desta média. Acidentes e agressões somam 12% dos óbitos, segundo o relatório Saúde Brasil divulgado na semana passada. Desses 12%, uma proporção assustadora está relacionada à bebida. No caso de acidentes, estudo realizado em 2005 pela Associação Brasileira de Medicina de Trânsito mostrou que 96% dos motoristas tinham bebido mais do que a lei permite, e 43% deles beberam quantidade três vezes maior do que a permitida. No caso de agressões, o Sistema de Vigilância de Violência e Acidentes do Ministério da Saúde mostrou que 37% das vítimas (44% entre homens) estavam alcoolizadas.
Isso não significa que os brasileiros bebam mais do que qualquer outro povo. Nosso consumo médio anual, de 12 litros por pessoa, é bem menor, por exemplo, do que o dos ingleses, dos franceses e dos alemães, que bebem 15 litros. Mas o fator de risco no Brasil, calculado pela OMS, é maior. Estamos no grupo dos bebedores mais perigosos, ao lado dos russos, afegãos, bolivianos, peruanos, mexicanos, sul-africanos e etíopes. Já os ingleses, franceses e alemãos integram o grupo dos bebedores mais pacíficos, junto com os japoneses e os australianos.
“É uma questão de cultura e de intervenção do Poder Público. Não passa pela cabeça de um japonês ou de um alemão dirigir depois de beber. É o inverso do que ainda acontece por aqui. Numa pesquisa que realizamos com jovens universitários do Rio de Janeiro e de São Paulo, 31% responderam que dirigem mesmo bebendo pouco, 6% disseram que dirigem mesmo bebendo muito e 78% relataram que, na roda de amigos, com freqüência, alguém dirige depois de beber. A Lei Seca já produziu algum efeito porque as pessoas ficaram com medo de serem pegas e sofrerem as penalidades. Mas ainda temos uma longa caminhada para mudar de fato o comportamento”, constata o coordenador do Ministério da Saúde.
A convenção que será votada em janeiro pela OMS já foi aprovada por grande parte dos países membro da Organização, inclusive o Brasil, em reuniões preliminares regionais. Mas ainda encontra resistências pontuais, especialmente dos países produtores de rum, como Cuba e Jamaica, onde a indústria de bebidas tem peso significativo na economia. Mas o doutor Pedro Gabriel destaca que, ao contrário da Convenção sobre o Fumo, que tem meta clara de reduzir o consumo, o acordo internacional sobre as bebidas alcoólicas não proporá que as pessoas deixem de beber, mas que o façam sem se expor e sem expor a sociedade a riscos. Ela tratará principalmente de propaganda, acesso de menores à bebida, preço e sistema de atenção integral aos dependentes.
A informação é da Agência Brasília Confidencial
“Os acidentes e as violências, no Brasil, configuram um problema de saúde pública de grande magnitude, que tem provocado forte impacto na morbidade e na mortalidade da população, e a sua relação com o alcoolismo está demonstrada nas mais diferentes pesquisas. Esse não é um problema exclusivo do Brasil, mas um problema que é maior no Brasil”, afirma o doutor Pedro Gabriel Godinho, da Coordenação de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, do Ministério da Saúde.
A OMS estima que 3,7% das pessoas mortas em todo o mundo (6,1% entre homens e 1,1% entre mulheres) foram vítimas de eventos diretamente ligados ao consumo de álcool. Teriam sido 2,3 milhões, em 2002. No Brasil, a proporção está muito acima desta média. Acidentes e agressões somam 12% dos óbitos, segundo o relatório Saúde Brasil divulgado na semana passada. Desses 12%, uma proporção assustadora está relacionada à bebida. No caso de acidentes, estudo realizado em 2005 pela Associação Brasileira de Medicina de Trânsito mostrou que 96% dos motoristas tinham bebido mais do que a lei permite, e 43% deles beberam quantidade três vezes maior do que a permitida. No caso de agressões, o Sistema de Vigilância de Violência e Acidentes do Ministério da Saúde mostrou que 37% das vítimas (44% entre homens) estavam alcoolizadas.
Isso não significa que os brasileiros bebam mais do que qualquer outro povo. Nosso consumo médio anual, de 12 litros por pessoa, é bem menor, por exemplo, do que o dos ingleses, dos franceses e dos alemães, que bebem 15 litros. Mas o fator de risco no Brasil, calculado pela OMS, é maior. Estamos no grupo dos bebedores mais perigosos, ao lado dos russos, afegãos, bolivianos, peruanos, mexicanos, sul-africanos e etíopes. Já os ingleses, franceses e alemãos integram o grupo dos bebedores mais pacíficos, junto com os japoneses e os australianos.
“É uma questão de cultura e de intervenção do Poder Público. Não passa pela cabeça de um japonês ou de um alemão dirigir depois de beber. É o inverso do que ainda acontece por aqui. Numa pesquisa que realizamos com jovens universitários do Rio de Janeiro e de São Paulo, 31% responderam que dirigem mesmo bebendo pouco, 6% disseram que dirigem mesmo bebendo muito e 78% relataram que, na roda de amigos, com freqüência, alguém dirige depois de beber. A Lei Seca já produziu algum efeito porque as pessoas ficaram com medo de serem pegas e sofrerem as penalidades. Mas ainda temos uma longa caminhada para mudar de fato o comportamento”, constata o coordenador do Ministério da Saúde.
A convenção que será votada em janeiro pela OMS já foi aprovada por grande parte dos países membro da Organização, inclusive o Brasil, em reuniões preliminares regionais. Mas ainda encontra resistências pontuais, especialmente dos países produtores de rum, como Cuba e Jamaica, onde a indústria de bebidas tem peso significativo na economia. Mas o doutor Pedro Gabriel destaca que, ao contrário da Convenção sobre o Fumo, que tem meta clara de reduzir o consumo, o acordo internacional sobre as bebidas alcoólicas não proporá que as pessoas deixem de beber, mas que o façam sem se expor e sem expor a sociedade a riscos. Ela tratará principalmente de propaganda, acesso de menores à bebida, preço e sistema de atenção integral aos dependentes.
A informação é da Agência Brasília Confidencial
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Tequila: o outro lado do sucesso
Sucesso internacional da tequila desencadeia problemas sociais e ambientais no México
Henrique Cortez [EcoDebate]
Os países emergentes sempre comemoram as exportações de seus produtos agrícolas e derivados, importantes para a segurança de suas reservas, mas, ao mesmo tempo, sempre omitem os impactos sociais e ambientais desta produção.
O Brasil é um caso amplamente conhecido pelos impactos do agronegócio exportador e suas monoculturas. Agora ficam visíveis os impactos, no México, causados pelo sucesso internacional e conseqüente exportação crescente da tequila.
Um estudo [Geographical indications, terroir, and socioeconomic and ecological sustainability: The case of tequila] da North Carolina State University, mostra que o aumento da popularidade da tequila, nos últimos 15 anos, pode ter sido uma “benção” para a indústria, mas está causando um grande número de problemas sociais e ambientais na região do México, onde a bebida é produzida..
Tequila é destilada a partir da planta agave azul e, de acordo com a legislação mexicana, só pode ser produzida em uma área específica, englobando o estado de Jalisco e partes de outros quatro estados mexicanos. Este tipo de distinção, conhecida como uma “indicação geográfica” (GI), transmite a origem geográfica de um produto, bem como a sua identidade cultural e histórica.
A tequila e outros produtos com indicações geográficas, como o champanhe e vinhos, estão protegidos por um complexo conjunto de organizações, convenções e regulamentos mundiais que definem a produção de um determinado lugar, tornando impossível que sejam terceirizado ou “clonados”.
Mas o novo estudo, com a coautoria da Dra. Sarah Bowen, revela que o GI da tequila não é nem socialmente nem ecologicamente sustentável. Esta é uma avaliação útil para outras regiões da Ásia e das Américas que estão tentando criar GIs para seus produtos.
A indústria da tequila se expandiu consideravelmente desde o início da década de 1990, mais que duplicando a sua produção entre 1995 e 2005. Mas uma série de fatores, incluindo as infestações por pragas e doenças e o fato de que uma planta de agave azul precisa de 6 anos para evoluir do plantio à colheita, têm contribuído significativamente para a instabilidade no fornecimento de agave.
Com o argumento de problemas de fornecimento, juntamente com um aumento da procura, as indústrias começaram a plantar as suas próprias culturas de agave, reduzindo a sua dependência de agricultores independentes. Isto também significa que o agave está, agora, sendo produzido em áreas dentro da GI da tequila, mas que não tinham sido previamente utilizadas para o cultivo do agave.
As novas áreas, plantadas como monoculturas intensivas e extensivas, criaram alterações têm contribuído para a perda de práticas agrícolas tradicionais, tais como a prática da poda do agave para controle de pragas. Em vez disso, a indústria optou por um aumento significativo na utilização de pesticidas e outros produtos químicos.
“Muitas destas alterações estão marginalizando os agricultores e os trabalhadores”, diz Bowen, “minando a base social da região, que depende do agave e da indústria de tequila.” Além disso, o estudo mostra que as normas que definem a produção de tequila não se preocupam em preservar os métodos tradicionais de produção. Como resultado, os recursos sociais e ambientais na Amatitán-Tequila Valley, onde a produção de tequila se originou mais de 400 anos atrás, estão sob ameaça.
A concentração da produção pela monocultura controla da pela indústria está desestabilizando a agricultura familiar, tradicionalmente responsável pela produção do agave.
O estudo é importante porque proporciona um caso de estudo de como a falta de sustentabilidade socioeconômica e ambiental pode criar um ciclo vicioso, em que as questões sociais exacerbam os problemas ambientais e vice-versa. Mas também dá algumas orientações para avançar. Por exemplo, diz Bowen, se um país ou região quiser fazer uma GI com real contribuição para o desenvolvimento rural, com efeitos ambientais de longo prazo, deve se comprometer para que a produção sustentável adote práticas devem ser incorporadas no quadro legal da GI si.
A pesquisa foi coordenada pela Dra. Bowen, da North Carolina State University e a Dra. Ana Valenzuela Zapata, da Universidade de Guadalajara.
O estudo, “Geographical indications, terroir, and socioeconomic and ecological sustainability: The case of tequila,” foi publicado na edição de janeiro do Journal of Rural Studies e está disponível para livre acesso e download. Para acessar o artigo clique aqui.
Abstract
“Geographical indications, terroir, and socioeconomic and ecological sustainability: The case of tequila
Authors: Sarah Bowen, North Carolina State University; Ana Valenzuela Zapata, University of Guadalajara-CUCIENEGA
Published: January 2009, in Journal of Rural Studies
Abstract: In this paper, we use the case of tequila to examine the potential for geographical indications (GIs) to contribute to socioeconomic and environmental sustainability. GIs are place-based names (e.g., Champagne, Roquefort) that convey the geographical origin, as well as the cultural and historical identity, of agricultural products. The GI for tequila was established by the Mexican government in 1974, making it the oldest GI, and one of the best-recognized, outside of Europe. Here, we examine the social, economic, and ecological impacts that the agave–tequila industry has had on one community in tequila’s region of origin, the town of Amatitán. We show that persistent cycles of surplus and shortage of agave and changing production relations in the agave–tequila industry have led to: (1) economic insecurity among farm households;(2) increased use of chemical inputs, at the expense of more labor-intensive cultivation practices; and (3) overall declines in fertilizer application, especially during periods in which there is a surplus of agave. We argue that the negative effects of the agave–tequila industry on the local economy and environment are due to the failure of the GI for tequila to value the ways in which the terroir of tequila’s region of origin have contributed to its specific properties. We conclude by using this case to discuss more generally the relationship between the protection of place-based products (known collectively as geographical indications) and social and environmental sustainability.
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate, com informações de Matt Shipman, da North Carolina State University , 13/01/2009]
Henrique Cortez [EcoDebate]
Os países emergentes sempre comemoram as exportações de seus produtos agrícolas e derivados, importantes para a segurança de suas reservas, mas, ao mesmo tempo, sempre omitem os impactos sociais e ambientais desta produção.
O Brasil é um caso amplamente conhecido pelos impactos do agronegócio exportador e suas monoculturas. Agora ficam visíveis os impactos, no México, causados pelo sucesso internacional e conseqüente exportação crescente da tequila.
Um estudo [Geographical indications, terroir, and socioeconomic and ecological sustainability: The case of tequila] da North Carolina State University, mostra que o aumento da popularidade da tequila, nos últimos 15 anos, pode ter sido uma “benção” para a indústria, mas está causando um grande número de problemas sociais e ambientais na região do México, onde a bebida é produzida..
Tequila é destilada a partir da planta agave azul e, de acordo com a legislação mexicana, só pode ser produzida em uma área específica, englobando o estado de Jalisco e partes de outros quatro estados mexicanos. Este tipo de distinção, conhecida como uma “indicação geográfica” (GI), transmite a origem geográfica de um produto, bem como a sua identidade cultural e histórica.
A tequila e outros produtos com indicações geográficas, como o champanhe e vinhos, estão protegidos por um complexo conjunto de organizações, convenções e regulamentos mundiais que definem a produção de um determinado lugar, tornando impossível que sejam terceirizado ou “clonados”.
Mas o novo estudo, com a coautoria da Dra. Sarah Bowen, revela que o GI da tequila não é nem socialmente nem ecologicamente sustentável. Esta é uma avaliação útil para outras regiões da Ásia e das Américas que estão tentando criar GIs para seus produtos.
A indústria da tequila se expandiu consideravelmente desde o início da década de 1990, mais que duplicando a sua produção entre 1995 e 2005. Mas uma série de fatores, incluindo as infestações por pragas e doenças e o fato de que uma planta de agave azul precisa de 6 anos para evoluir do plantio à colheita, têm contribuído significativamente para a instabilidade no fornecimento de agave.
Com o argumento de problemas de fornecimento, juntamente com um aumento da procura, as indústrias começaram a plantar as suas próprias culturas de agave, reduzindo a sua dependência de agricultores independentes. Isto também significa que o agave está, agora, sendo produzido em áreas dentro da GI da tequila, mas que não tinham sido previamente utilizadas para o cultivo do agave.
As novas áreas, plantadas como monoculturas intensivas e extensivas, criaram alterações têm contribuído para a perda de práticas agrícolas tradicionais, tais como a prática da poda do agave para controle de pragas. Em vez disso, a indústria optou por um aumento significativo na utilização de pesticidas e outros produtos químicos.
“Muitas destas alterações estão marginalizando os agricultores e os trabalhadores”, diz Bowen, “minando a base social da região, que depende do agave e da indústria de tequila.” Além disso, o estudo mostra que as normas que definem a produção de tequila não se preocupam em preservar os métodos tradicionais de produção. Como resultado, os recursos sociais e ambientais na Amatitán-Tequila Valley, onde a produção de tequila se originou mais de 400 anos atrás, estão sob ameaça.
A concentração da produção pela monocultura controla da pela indústria está desestabilizando a agricultura familiar, tradicionalmente responsável pela produção do agave.
O estudo é importante porque proporciona um caso de estudo de como a falta de sustentabilidade socioeconômica e ambiental pode criar um ciclo vicioso, em que as questões sociais exacerbam os problemas ambientais e vice-versa. Mas também dá algumas orientações para avançar. Por exemplo, diz Bowen, se um país ou região quiser fazer uma GI com real contribuição para o desenvolvimento rural, com efeitos ambientais de longo prazo, deve se comprometer para que a produção sustentável adote práticas devem ser incorporadas no quadro legal da GI si.
A pesquisa foi coordenada pela Dra. Bowen, da North Carolina State University e a Dra. Ana Valenzuela Zapata, da Universidade de Guadalajara.
O estudo, “Geographical indications, terroir, and socioeconomic and ecological sustainability: The case of tequila,” foi publicado na edição de janeiro do Journal of Rural Studies e está disponível para livre acesso e download. Para acessar o artigo clique aqui.
Abstract
“Geographical indications, terroir, and socioeconomic and ecological sustainability: The case of tequila
Authors: Sarah Bowen, North Carolina State University; Ana Valenzuela Zapata, University of Guadalajara-CUCIENEGA
Published: January 2009, in Journal of Rural Studies
Abstract: In this paper, we use the case of tequila to examine the potential for geographical indications (GIs) to contribute to socioeconomic and environmental sustainability. GIs are place-based names (e.g., Champagne, Roquefort) that convey the geographical origin, as well as the cultural and historical identity, of agricultural products. The GI for tequila was established by the Mexican government in 1974, making it the oldest GI, and one of the best-recognized, outside of Europe. Here, we examine the social, economic, and ecological impacts that the agave–tequila industry has had on one community in tequila’s region of origin, the town of Amatitán. We show that persistent cycles of surplus and shortage of agave and changing production relations in the agave–tequila industry have led to: (1) economic insecurity among farm households;(2) increased use of chemical inputs, at the expense of more labor-intensive cultivation practices; and (3) overall declines in fertilizer application, especially during periods in which there is a surplus of agave. We argue that the negative effects of the agave–tequila industry on the local economy and environment are due to the failure of the GI for tequila to value the ways in which the terroir of tequila’s region of origin have contributed to its specific properties. We conclude by using this case to discuss more generally the relationship between the protection of place-based products (known collectively as geographical indications) and social and environmental sustainability.
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate, com informações de Matt Shipman, da North Carolina State University , 13/01/2009]
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Programa de qualificação do melado
No município de Santo Antonio da Patrulha-RS, agricultores familiares, produtores de melado e açúcar mascavo e empresas produtoras de rapadura, se mobilizaram e desenvolveram um processo produtivo da cana-de-açúcar. O objetivo é levar mais qualidade ao produto, seguindo normas que respeitem a legislação ambiental, trabalhista e sanitária.
O programa teve início em julho de 2006, a partir da iniciativa de um conjunto de entidades locais e regionais preocupadas e comprometidas com o desenvolvimento sustentável do Arranjo Produtivo Local da Cana-de-açúcar e seus Derivados, no município de Santo Antônio da Patrulha.
Dois anos depois, nasceu uma linha de produtos com qualidade diferenciada, visando um mercado cada vez mais exigente. Hoje, o programa conta com um selo que destaca os clientes destes produtores rurais, formalizando uma integração entre agricultura familiar e indústria alimentícia aumentando assim, a competitividade destes dois elos desta cadeia produtiva.
Dentro do programa que envolve a cadeia produtiva, inauguram amanhã no município, três engenhos modelos. Estas são as primeiras famílias a fazerem todas as alterações necessárias para se adequar à legislação e oferecer um produto de mais qualidade ao consumidor. Muitas outras propriedades estão no mesmo caminho.
- A gente está fazendo um trabalho de educação com estes pequenos produtores para que eles possam abandonar o sistema antigo e adotar um novo modelo de produção e, com isso, conquistar novos mercados - explica Thiago Camargo, gestor do Sebrae/RS.
(Fonte: Zero Hora)
O programa teve início em julho de 2006, a partir da iniciativa de um conjunto de entidades locais e regionais preocupadas e comprometidas com o desenvolvimento sustentável do Arranjo Produtivo Local da Cana-de-açúcar e seus Derivados, no município de Santo Antônio da Patrulha.
Dois anos depois, nasceu uma linha de produtos com qualidade diferenciada, visando um mercado cada vez mais exigente. Hoje, o programa conta com um selo que destaca os clientes destes produtores rurais, formalizando uma integração entre agricultura familiar e indústria alimentícia aumentando assim, a competitividade destes dois elos desta cadeia produtiva.
Dentro do programa que envolve a cadeia produtiva, inauguram amanhã no município, três engenhos modelos. Estas são as primeiras famílias a fazerem todas as alterações necessárias para se adequar à legislação e oferecer um produto de mais qualidade ao consumidor. Muitas outras propriedades estão no mesmo caminho.
- A gente está fazendo um trabalho de educação com estes pequenos produtores para que eles possam abandonar o sistema antigo e adotar um novo modelo de produção e, com isso, conquistar novos mercados - explica Thiago Camargo, gestor do Sebrae/RS.
(Fonte: Zero Hora)
Cortadores de cana e escravidão
Um grupo de 38 cortadores de cana foi resgatado no município de Campos dos Goytacazes, no norte do Rio de Janeiro, pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel, composto por representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A operação deflagrada no fim de outubro só foi divulgada ontem (9/11). Sem condições de higiene, usando uniformes rasgados e comendo refeições precárias, os trabalhadores estavam vivendo em regime semelhante ao de escravidão, segundo a procuradora do Trabalho Guadalupe Couto.
"Montamos equipes e nos dirigimos para os locais em que havia denúncias de que existiam trabalhadores sendo submetidos a condições análogas às de escravos nos canaviais. Lá nos deparamos com trabalhadores em condições degradantes, executando as atividades sem condições sanitárias, sem o fornecimento de água potável e sem local para fazer as refeições", disse.
Segundo a promotora, os trabalhadores não tinham registro em carteira e eram obrigados a pagar, do próprio bolso, pelos uniformes, equipamentos de proteção individual e instrumentos de trabalho. Os fiscais também encontraram entre os cortadores de cana uma adolescente grávida de três meses.
Na presença dos fiscais, os trabalhadores tiveram suas contas quitadas pela empresa, recebendo todos os direitos trabalhistas, no valor total de R$ 260 mil. Só em danos morais, eles foram indenizados em até R$ 6 mil por pessoa.
A procuradora do Trabalho destacou que nenhum empregado pode trabalhar sem ter a carteira assinada, mesmo que seja temporário.
Para denunciar trabalhadores nesse tipo de situação, o MPT disponibiliziu o seguinte número telefônico: 0800 0221 331. (Fonte: Agência Brasil)
A operação deflagrada no fim de outubro só foi divulgada ontem (9/11). Sem condições de higiene, usando uniformes rasgados e comendo refeições precárias, os trabalhadores estavam vivendo em regime semelhante ao de escravidão, segundo a procuradora do Trabalho Guadalupe Couto.
"Montamos equipes e nos dirigimos para os locais em que havia denúncias de que existiam trabalhadores sendo submetidos a condições análogas às de escravos nos canaviais. Lá nos deparamos com trabalhadores em condições degradantes, executando as atividades sem condições sanitárias, sem o fornecimento de água potável e sem local para fazer as refeições", disse.
Segundo a promotora, os trabalhadores não tinham registro em carteira e eram obrigados a pagar, do próprio bolso, pelos uniformes, equipamentos de proteção individual e instrumentos de trabalho. Os fiscais também encontraram entre os cortadores de cana uma adolescente grávida de três meses.
Na presença dos fiscais, os trabalhadores tiveram suas contas quitadas pela empresa, recebendo todos os direitos trabalhistas, no valor total de R$ 260 mil. Só em danos morais, eles foram indenizados em até R$ 6 mil por pessoa.
A procuradora do Trabalho destacou que nenhum empregado pode trabalhar sem ter a carteira assinada, mesmo que seja temporário.
Para denunciar trabalhadores nesse tipo de situação, o MPT disponibiliziu o seguinte número telefônico: 0800 0221 331. (Fonte: Agência Brasil)
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Cachaças Capixabas
Com o objetivo de divulgar a história e a qualidade das cachaças produzidas no Estado do Espírito Santo, o Sebrae no Estado e a Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca lançaram o livro 'Sabores do Espírito Santo: Cachaças Capixabas', juntamente com a Associação Capixaba dos Produtores de Cachaça de Qualidade.
Escrito pela historiadora Patrícia Merlo, a partir de pesquisas e de visitas a produtores de diversos municípios, o livro traz curiosidades, dicas para a degustação, um resgate da história da produção de cachaça no Estado e no País, um guia de cachaças capixabas e uma série de receitas – desde a tradicional caipirinha até pratos com ar sofisticado, como a “banana flambada com cachaça e sorvete de milho verde”.
A idéia para elaborar o livro partiu do empresário Adwalter Menegatti, dono da Cachaça Santa Terezinha. Estudioso dos temas ligados à história, à produção e ao consumo da bebida que é um símbolo do Brasil, Menegatti procurou o Sebrae e apresentou uma pesquisa sobre a produção de cachaça no Estado.
“O Espírito Santo produz cachaças de excelente qualidade, tão boas quanto as de Minas Gerais, por exemplo. As cachaças de Salinas têm uma forte propaganda e nós precisamos também afirmar o nosso valor”, avalia o Superintendente do Sebrae/ES, João Felício Scárdua.
A produção de cachaça no Espírito Santo mantém 5 mil empregos diretos e envolve cerca de 350 alambiques, dos quais somente 120 são empresas formais. Mesmo assim, o Estado possui o maior percentual de formalidade do Brasil nesse segmento, chegando a 35% do número total de empreendimentos .
O Sebrae/ES atende, atualmente, a 90 pequenos produtores de cachaça organizados em associações e cooperativas que estão presentes em praticamente todos os municípios do Estado. O livro “Sabores do Espírito Santo: Cachaças Capixabas” será vendido no Espaço Empreendedor da Instituição, na Avenina Jerônimo Monteiro, 935, Centro, Vitória, ao preço de R$ 20 a unidade. (Fonte: Agência Sebrae)
Escrito pela historiadora Patrícia Merlo, a partir de pesquisas e de visitas a produtores de diversos municípios, o livro traz curiosidades, dicas para a degustação, um resgate da história da produção de cachaça no Estado e no País, um guia de cachaças capixabas e uma série de receitas – desde a tradicional caipirinha até pratos com ar sofisticado, como a “banana flambada com cachaça e sorvete de milho verde”.
A idéia para elaborar o livro partiu do empresário Adwalter Menegatti, dono da Cachaça Santa Terezinha. Estudioso dos temas ligados à história, à produção e ao consumo da bebida que é um símbolo do Brasil, Menegatti procurou o Sebrae e apresentou uma pesquisa sobre a produção de cachaça no Estado.
“O Espírito Santo produz cachaças de excelente qualidade, tão boas quanto as de Minas Gerais, por exemplo. As cachaças de Salinas têm uma forte propaganda e nós precisamos também afirmar o nosso valor”, avalia o Superintendente do Sebrae/ES, João Felício Scárdua.
A produção de cachaça no Espírito Santo mantém 5 mil empregos diretos e envolve cerca de 350 alambiques, dos quais somente 120 são empresas formais. Mesmo assim, o Estado possui o maior percentual de formalidade do Brasil nesse segmento, chegando a 35% do número total de empreendimentos .
O Sebrae/ES atende, atualmente, a 90 pequenos produtores de cachaça organizados em associações e cooperativas que estão presentes em praticamente todos os municípios do Estado. O livro “Sabores do Espírito Santo: Cachaças Capixabas” será vendido no Espaço Empreendedor da Instituição, na Avenina Jerônimo Monteiro, 935, Centro, Vitória, ao preço de R$ 20 a unidade. (Fonte: Agência Sebrae)
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Cadastro na Rede Nacional de Turismo Rural já está disponível
Agricultores, donos de hotéis-fazenda, operadores de turismo e agências de viagem já podem participar da Rede Nacional de Turismo Rural, um grande fórum nacional para a troca de informações e o fortalecimento das relações e parcerias entre os envolvidos com o segmento. A Rede foi lançada no último dia 7 durante a VI Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária, na Marina da Glória (RJ).
A solenidade teve a participação do Secretário Nacional de Políticas de Turismo, Airton Pereira, e do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. O secretário do Ministério do Turismo (MTur) explica que a articulação do segmento era um pedido antigo dos seus representantes.
"Essa articulação é fundamental para que se possa ampliar a quantidade de recursos humanos, materiais ou tecnológicos disponíveis para o desenvolvimento das ações no turismo rural. É necessária para que os empresários, bem como o setor público, possam compartilhar experiências de sucesso ou de fracasso", destaca Pereira.
Além dos debates on-line, o MTur e o MDA promoverão encontros presenciais e virtuais entre os membros do fórum, a fim de fomentar a estruturação da rede. Qualquer pessoa que se interesse pelos temas do Turismo Rural pode se cadastrar. O registro é gratuito, basta ter uma conta de e-mail para a criação do login. Feito isso, o usuário está pronto para navegar na rede.
A página está inserida nas comunidades do Portal da Cidadania, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que funciona como uma rede social, onde o usuário cria o seu perfil e pode participar de reuniões on-line ou de web conferências. Também é possível incluir documentos, vídeos, notícias e outras informações relacionadas. Além disso, os participantes podem comentar temas em destaque no fórum de debates. A primeira pergunta é: Quais seriam as ações necessárias para alavancarmos o Turismo Rural no Brasil?
A Rede Nacional de Turismo Rural pertencerá aos participantes, sendo o Governo Federal o fomentador inicial, a fim de que sejam respeitados os princípios da autonomia e horizontalidade, essenciais a qualquer rede.
O segmento
O Turismo Rural é compreendido pelo Ministério do Turismo como o conjunto das atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, comprometidas com a produção agropecuária, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade.
Para o MTur, o meio rural pode ser bem aproveitado para o turismo. Não só as propriedades, como também os atrativos e produtos existentes no campo podem ser uma opção para os turistas e uma oportunidade para os que nele vivem.(FONTE:
Ministério do Turismo).
A solenidade teve a participação do Secretário Nacional de Políticas de Turismo, Airton Pereira, e do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. O secretário do Ministério do Turismo (MTur) explica que a articulação do segmento era um pedido antigo dos seus representantes.
"Essa articulação é fundamental para que se possa ampliar a quantidade de recursos humanos, materiais ou tecnológicos disponíveis para o desenvolvimento das ações no turismo rural. É necessária para que os empresários, bem como o setor público, possam compartilhar experiências de sucesso ou de fracasso", destaca Pereira.
Além dos debates on-line, o MTur e o MDA promoverão encontros presenciais e virtuais entre os membros do fórum, a fim de fomentar a estruturação da rede. Qualquer pessoa que se interesse pelos temas do Turismo Rural pode se cadastrar. O registro é gratuito, basta ter uma conta de e-mail para a criação do login. Feito isso, o usuário está pronto para navegar na rede.
A página está inserida nas comunidades do Portal da Cidadania, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que funciona como uma rede social, onde o usuário cria o seu perfil e pode participar de reuniões on-line ou de web conferências. Também é possível incluir documentos, vídeos, notícias e outras informações relacionadas. Além disso, os participantes podem comentar temas em destaque no fórum de debates. A primeira pergunta é: Quais seriam as ações necessárias para alavancarmos o Turismo Rural no Brasil?
A Rede Nacional de Turismo Rural pertencerá aos participantes, sendo o Governo Federal o fomentador inicial, a fim de que sejam respeitados os princípios da autonomia e horizontalidade, essenciais a qualquer rede.
O segmento
O Turismo Rural é compreendido pelo Ministério do Turismo como o conjunto das atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, comprometidas com a produção agropecuária, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade.
Para o MTur, o meio rural pode ser bem aproveitado para o turismo. Não só as propriedades, como também os atrativos e produtos existentes no campo podem ser uma opção para os turistas e uma oportunidade para os que nele vivem.(FONTE:
Ministério do Turismo).
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Alemanha já é o 3º maior importador mundial de vinho brasileiro
Vinho brasileiro conquista consumidor pela curiosidade
Visto com curiosidade, o vinho brasileiro vai ganhando espaço no mercado europeu com a campanha "Abra e se abra. Abra sua cabeça, abra um vinho do Brasil" e já tem na Alemanha seu terceiro maior comprador mundial. Com um saca-rolhas verde e amarelo e uma campanha que convida os consumidores a provar novos sabores sem preconceito, os vinhos brasileiros vão conquistando prateleiras no mercado europeu. A Alemanha, que era o 7º maior comprador do país em 2007, chegou à terceira posição este ano, atrás de Rússia e Estados Unidos.
Dos oito vinhos levados para o concurso da Anuga, sete foram premiados. Foram duas medalhas de prata e cinco de bronze.
Altos investimentos em tecnologia e melhoramentos ao longo dos últimos 15 anos deram aos vinhos brasileiros cerca de 1.800 prêmios internacionais. Em 2008, foram produzidos 350 milhões de litros, dos quais 3,74 milhões de litros foram exportados.
Abra a sua cabeça
"Abra sua cabeça, abra um vinho do Brasil" é o conceito da campanha institucional para o mercado nacional e internacional do Projeto Setorial Wines from Brazil, realizado em parceria entre o Ibravin e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
A ideia é "abrir a cabeça das pessoas para experimentar os vinhos brasileiros, e a experiência comprova que a aceitação é consequência direta da degustação sem preconceito dos produtos", diz o diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Raimundo Paviani.
Crescimento acelerado
O volume exportado para a Alemanha no ano passado foi 120% superior a 2007, chegando a 271,1 mil litros. As exportações brasileiras saltaram dos US$ 248,2 mil em 2007 para US$ 450,9 mil em 2008. Este ano, só no primeiro semestre o volume exportado superou os 150 mil litros e atingiu um faturamento de US$ 186,3 mil. A expectativa, segundo Paviani, é fechar 2009 com 300 mil litros vendidos para a Alemanha.
O Brasil pega carona em uma tendência positiva para o mercado. De acordo com dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), 32% dos vinhos vendidos no mundo são importados. Há dez anos, essa taxa era de apenas 17%. "Como a tendência é de um mercado cada vez mais globalizado, temos que produzir vinhos de padrão internacional para competir até no quintal de casa", destaca Paviani.(FONTE:Deutsche Welle)
Visto com curiosidade, o vinho brasileiro vai ganhando espaço no mercado europeu com a campanha "Abra e se abra. Abra sua cabeça, abra um vinho do Brasil" e já tem na Alemanha seu terceiro maior comprador mundial. Com um saca-rolhas verde e amarelo e uma campanha que convida os consumidores a provar novos sabores sem preconceito, os vinhos brasileiros vão conquistando prateleiras no mercado europeu. A Alemanha, que era o 7º maior comprador do país em 2007, chegou à terceira posição este ano, atrás de Rússia e Estados Unidos.
Dos oito vinhos levados para o concurso da Anuga, sete foram premiados. Foram duas medalhas de prata e cinco de bronze.
Altos investimentos em tecnologia e melhoramentos ao longo dos últimos 15 anos deram aos vinhos brasileiros cerca de 1.800 prêmios internacionais. Em 2008, foram produzidos 350 milhões de litros, dos quais 3,74 milhões de litros foram exportados.
Abra a sua cabeça
"Abra sua cabeça, abra um vinho do Brasil" é o conceito da campanha institucional para o mercado nacional e internacional do Projeto Setorial Wines from Brazil, realizado em parceria entre o Ibravin e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
A ideia é "abrir a cabeça das pessoas para experimentar os vinhos brasileiros, e a experiência comprova que a aceitação é consequência direta da degustação sem preconceito dos produtos", diz o diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Raimundo Paviani.
Crescimento acelerado
O volume exportado para a Alemanha no ano passado foi 120% superior a 2007, chegando a 271,1 mil litros. As exportações brasileiras saltaram dos US$ 248,2 mil em 2007 para US$ 450,9 mil em 2008. Este ano, só no primeiro semestre o volume exportado superou os 150 mil litros e atingiu um faturamento de US$ 186,3 mil. A expectativa, segundo Paviani, é fechar 2009 com 300 mil litros vendidos para a Alemanha.
O Brasil pega carona em uma tendência positiva para o mercado. De acordo com dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), 32% dos vinhos vendidos no mundo são importados. Há dez anos, essa taxa era de apenas 17%. "Como a tendência é de um mercado cada vez mais globalizado, temos que produzir vinhos de padrão internacional para competir até no quintal de casa", destaca Paviani.(FONTE:Deutsche Welle)
terça-feira, 13 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
O avanço dos vinhos brasileiros
Do blog do Luis Nassif (http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/)
Creio ter sido dos primeiros a escrever sobre o renascimento da indústria gaúcha do vinho. Nenhum mérito gastronômico de minha parte. Apenas fui almoçar com Bernard Mencier, presidente do banco francês CCF e filho de vinhateiros, que me contou sobre o fenômeno.
Foi até Bento Gonçalves com a diretoria do banco, visitaram umas dez adegas e pelo menos cinco tinham padrão internacional. Entre elas, Miolo, Casa Valduga e outras.
Escrevi sobre o tema, deu uma repercussão danada. Cheguei a ser convidado para jurado em um concurso de vinhos em Bento Gonçalves – convite que declinei informando que eu conhecia o Mencier, mas o Mencier era quem conhecia vinhos.
Tempos depois, fui palestrar por lá e aproveitei para conhecer a Miolo. A família plantava uvas. Decidiu produzir vinhos. Os filhos foram enviados para Mendoza, onde aprenderam técnicas de produção, marketing, a caprichar nas embalagens. Depois, a Embrapa ajudou no aprimoramento das modalidades de uva. Mas era uma fabriqueta simples, quase artesanal.
Tempos depois, a Miolo adquiriu terras no Vale do São Francisco e ampliou a produção. A qualidade caiu, mas a produção aumentou. Hoje, notícia nos jornais de que a família Miolo acabou de adquiriu a francesa Almaden.
É o país desabrochando.
Creio ter sido dos primeiros a escrever sobre o renascimento da indústria gaúcha do vinho. Nenhum mérito gastronômico de minha parte. Apenas fui almoçar com Bernard Mencier, presidente do banco francês CCF e filho de vinhateiros, que me contou sobre o fenômeno.
Foi até Bento Gonçalves com a diretoria do banco, visitaram umas dez adegas e pelo menos cinco tinham padrão internacional. Entre elas, Miolo, Casa Valduga e outras.
Escrevi sobre o tema, deu uma repercussão danada. Cheguei a ser convidado para jurado em um concurso de vinhos em Bento Gonçalves – convite que declinei informando que eu conhecia o Mencier, mas o Mencier era quem conhecia vinhos.
Tempos depois, fui palestrar por lá e aproveitei para conhecer a Miolo. A família plantava uvas. Decidiu produzir vinhos. Os filhos foram enviados para Mendoza, onde aprenderam técnicas de produção, marketing, a caprichar nas embalagens. Depois, a Embrapa ajudou no aprimoramento das modalidades de uva. Mas era uma fabriqueta simples, quase artesanal.
Tempos depois, a Miolo adquiriu terras no Vale do São Francisco e ampliou a produção. A qualidade caiu, mas a produção aumentou. Hoje, notícia nos jornais de que a família Miolo acabou de adquiriu a francesa Almaden.
É o país desabrochando.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Cresce exportação da cachaça mineira
Estados Unidos, França, África do Sul e Alemanha são principais destinos
A receita das exportações mineiras de cachaça, de janeiro a agosto de 2009, teve aumento de 62%, com vendas de US$ 696 mil. No mesmo período, em 2008, as negociações foram de US$ 429,5 mil. Os dados foram divulgados pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e analisados pela Superintendência de Política e Economia Agrícola da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
De acordo com Márcia Aparecida de Paiva Silva, assessora técnica da Superintendência, os principais destinos das exportações mineiras de cachaça foram Estados Unidos, França, África do Sul e Alemanha. Esses países importaram o equivalente a US$ 432,1 mil, US$ 174,9 mil, US$ 71,5 mil e US$ 17,5 mil, respectivamente, explica.
A participação da cachaça mineira nas exportações brasileiras ocupava a sétima colocação no ranking dos Estados exportadores, com a participação de 4%. Em 2009, o Estado subiu duas posições e ultrapassou o Rio Grande do Sul e o Paraná, respondendo por 7% das exportações brasileiras, que alcançaram US$ 10,5 milhões, considerando a bebida industrial e a artesanal.
Segundo a assessora, os principais Estados exportadores da bebida foram São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Ceará, que responderam juntos por 82% das exportações brasileiras de cachaça.
Industrial x Artesanal
O crescimento da participação mineira no mercado internacional de cachaça pode ser avaliado se compararmos as exportações de Minas com o movimento, no exterior, do maior Estado exportador, São Paulo, ressalta a assessora. Ela destaca que, nos meses de agosto de 2009 e 2008, enquanto as exportações paulistas apresentaram decréscimo de 17%, passando de US$ 640 mil para US$ 532,6 mil, as receitas provenientes das exportações de cachaça mineira aumentaram cerca de 15 vezes, passando de US$ 10,7 mil para US$ 157,4 mil.
Márcia Silva ainda observa que, em agosto de 2008, os Estados Unidos responderam pela aquisição total da cachaça de Minas colocada no mercado externo. Os outros países importadores, principalmente da Europa, não adquiriram a bebida naquele mês porque, em razão da crise mundial, houve retração do mercado. Além disso, os consumidores migraram para outros tipos de bebidas e houve descontinuidade dos contratos de importação, observa a assessora.
São Paulo se destaca na produção de cachaça industrial, em larga escala, utilizando destiladores de coluna, com controles automatizados e apresentando características padronizadas quanto ao perfil e sabor. Em Minas predomina a bebida artesanal, no sistema de produção familiar. Neste caso, a cachaça é, geralmente, destilada em alambiques de cobre, envelhecida em tonéis de madeira e a fermentação ocorre de modo natural.(Fonte: jornal Minas Gerais)
A receita das exportações mineiras de cachaça, de janeiro a agosto de 2009, teve aumento de 62%, com vendas de US$ 696 mil. No mesmo período, em 2008, as negociações foram de US$ 429,5 mil. Os dados foram divulgados pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e analisados pela Superintendência de Política e Economia Agrícola da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
De acordo com Márcia Aparecida de Paiva Silva, assessora técnica da Superintendência, os principais destinos das exportações mineiras de cachaça foram Estados Unidos, França, África do Sul e Alemanha. Esses países importaram o equivalente a US$ 432,1 mil, US$ 174,9 mil, US$ 71,5 mil e US$ 17,5 mil, respectivamente, explica.
A participação da cachaça mineira nas exportações brasileiras ocupava a sétima colocação no ranking dos Estados exportadores, com a participação de 4%. Em 2009, o Estado subiu duas posições e ultrapassou o Rio Grande do Sul e o Paraná, respondendo por 7% das exportações brasileiras, que alcançaram US$ 10,5 milhões, considerando a bebida industrial e a artesanal.
Segundo a assessora, os principais Estados exportadores da bebida foram São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Ceará, que responderam juntos por 82% das exportações brasileiras de cachaça.
Industrial x Artesanal
O crescimento da participação mineira no mercado internacional de cachaça pode ser avaliado se compararmos as exportações de Minas com o movimento, no exterior, do maior Estado exportador, São Paulo, ressalta a assessora. Ela destaca que, nos meses de agosto de 2009 e 2008, enquanto as exportações paulistas apresentaram decréscimo de 17%, passando de US$ 640 mil para US$ 532,6 mil, as receitas provenientes das exportações de cachaça mineira aumentaram cerca de 15 vezes, passando de US$ 10,7 mil para US$ 157,4 mil.
Márcia Silva ainda observa que, em agosto de 2008, os Estados Unidos responderam pela aquisição total da cachaça de Minas colocada no mercado externo. Os outros países importadores, principalmente da Europa, não adquiriram a bebida naquele mês porque, em razão da crise mundial, houve retração do mercado. Além disso, os consumidores migraram para outros tipos de bebidas e houve descontinuidade dos contratos de importação, observa a assessora.
São Paulo se destaca na produção de cachaça industrial, em larga escala, utilizando destiladores de coluna, com controles automatizados e apresentando características padronizadas quanto ao perfil e sabor. Em Minas predomina a bebida artesanal, no sistema de produção familiar. Neste caso, a cachaça é, geralmente, destilada em alambiques de cobre, envelhecida em tonéis de madeira e a fermentação ocorre de modo natural.(Fonte: jornal Minas Gerais)
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Cachaça Poesia ganha premiação em Bruxelas
Bebida artesanal de Munhoz-MG foi a única cachaça a receber a medalha gran ouro na categoria destilados
A Cachaça Poesia, produzida em Munhoz-MG, foi destaque mais uma vez no Concurso Mundial de Bruxelas - Edição Brasil (CMB 2009), uma das mais importantes premiações do mundo em vinhos finos e destilados. Depois de ganhar a prata em 2008, a marca agora recebeu a medalha gran ouro - a premiação mais alta - na categoria destilados.
Para Anselmo Bueno, criador da Cachaça Poesia, a premiação concedida pelo júri do CMB - formado por 6 profissionais internacionais atuantes na Inglaterra, Bélgica, Itália, Alemanha, Japão, Portugal e EUA, além de 15 jornalistas brasileiros especializados - é um importante reconhecimento pelo trabalho realizado desde 2007, quando a cachaça começou a ser comercializada. "É uma honra muito grande saber que, dentre tantas outras, a nossa cachaça foi considerada a melhor do Brasil", comemora o empresário.
Criado em 1994, o Concours Mondial de Bruxelles (na versão original) ganhou sua edição brasileira em 2004. O prêmio nacional é organizado pela revista Vinho Magazine e a Vinopres, empresa que criou a premiação original, na Bélgica.
A Cachaça Poesia, produzida em Munhoz-MG, foi destaque mais uma vez no Concurso Mundial de Bruxelas - Edição Brasil (CMB 2009), uma das mais importantes premiações do mundo em vinhos finos e destilados. Depois de ganhar a prata em 2008, a marca agora recebeu a medalha gran ouro - a premiação mais alta - na categoria destilados.
Para Anselmo Bueno, criador da Cachaça Poesia, a premiação concedida pelo júri do CMB - formado por 6 profissionais internacionais atuantes na Inglaterra, Bélgica, Itália, Alemanha, Japão, Portugal e EUA, além de 15 jornalistas brasileiros especializados - é um importante reconhecimento pelo trabalho realizado desde 2007, quando a cachaça começou a ser comercializada. "É uma honra muito grande saber que, dentre tantas outras, a nossa cachaça foi considerada a melhor do Brasil", comemora o empresário.
Criado em 1994, o Concours Mondial de Bruxelles (na versão original) ganhou sua edição brasileira em 2004. O prêmio nacional é organizado pela revista Vinho Magazine e a Vinopres, empresa que criou a premiação original, na Bélgica.
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